Empresas admitiram que não pagaram os motoristas na totalidade
Desembargador determinou que motoristas retomem o trabalho. (Henrique Arakaki, Jornal Midiamax)O desembargador do TRT (Tribunal Regional do Trabalho) da 24ª Região César Palumbo Fernandes encerrou a audiência de conciliação entre o Consórcio Guaicurus e os motoristas de ônibus. O encontro desta terça-feira (16), segundo dia de greve da categoria, não resultou em acordo entre as partes.
“Lamentavelmente, não obstante o esforço de todos, não vamos conseguir prosseguir com uma solução financeira para a crise sob nossa análise”, disse Fernandes. “Assim sendo, vou encerrar a tentativa de conciliação, a audiência porque a conciliação não se encerra, ela é sempre possível”, apontou o desembargador.
Contudo, pediu que as partes pensem em um caminho para solucionar o cenário do transporte público em Campo Grande. “Rogo que possamos encontrar um caminho”, pediu.
Multa
Com o segundo dia de greve encaminhado, o TRT-MS aumentou para R$ 100 mil a multa contra o STTCU-CG (Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Coletivo Urbano de Campo Grande) por descumprir decisão anterior sobre colocar 70% do efetivo para retomar a operação do Consórcio Guaicurus.
Assim, na audiência, defesa da categoria pediu multa também para as empresas. “Como houve arbitramento de multa por descumprimento da volta de 70% dos trabalhadores, de igual forma requeremos que seja aplicada multa ao Consórcio de forma isonômica pelo atraso de salário”, argumentou. O profissional foi aplaudido pelos motoristas que lotaram o plenário para acompanhar a audiência.
Logo, o advogado do Consórcio pediu fala para informar que os valores que entraram nas contas das empresas foram absolvidos por débitos anteriores. No entanto, garantiu que o “compromisso é com a folha dos funcionários”.

Determinação
O desembargador usou a audiência para reforçar a decisão do TRT-MS sobre a retomada dos serviços. “Estou determinando que seja restabelecido das 6h às 8h30 70% da frota atendendo a população”, disse a categoria.
Assim, os motoristas reagiram com risos e deixaram o plenário no início da noite desta terça-feira (16). O desembargador continuou e estabeleceu escala de retorno dos serviços.
“Entre 8h30 e 17h, 50% da frota; das 17h às 20h, 70% frota; e após, 50% da frota”, disse.

