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Advogado de MS vai assumir ministério no governo Lula

Eloy Terena substitui Sônia Guajajara, que deixa o cargo para disputar eleição

 

Por Gustavo Bonotto | Campo Grande News

 

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O advogado Eloy Terena, em entrevista ao Campo Grande News. (Foto: Arquivo/Paulo Francis)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) confirmou, nesta sexta-feira (27), o advogado sul-mato-grossense Eloy Terena (sem partido) como novo ministro dos Povos Indígenas. Ele assume o cargo após a saída de Sônia Guajajara, que deixará a função para disputar a reeleição como deputada federal. A mudança ocorre em Brasília (DF) e deve ser oficializada no DOU (Diário Oficial da União) na próxima terça-feira (31).

O presidente Lula confirmou o advogado sul-mato-grossense Eloy Terena como novo ministro dos Povos Indígenas, substituindo Sonia Guajajara, que deixará o cargo para disputar a reeleição como deputada federal. A mudança será oficializada no Diário Oficial da União na próxima terça-feira. Natural de Aquidauana, Eloy é indígena da aldeia Ipegue e possui doutorado em Antropologia Social e Ciências Jurídicas. Com experiência no STF e em organismos internacionais, ele ocupava o cargo de secretário-executivo da pasta desde 2023, mantendo assim a representatividade de Mato Grosso do Sul na Esplanada dos Ministérios.

Eloy ocupa o cargo de secretário-executivo da pasta desde 2023 e passa a comandar o ministério no lugar da titular. Ele é o terceiro sul-mato-grossense a comandar uma pasta na atual gestão. A troca atende ao prazo de desincompatibilização, que exige o afastamento de ministros candidatos nas eleições. Sônia deve deixar o cargo até o dia 30 de março.

Natural de Aquidauana, Eloy é indígena da aldeia Ipegue e tem trajetória na defesa dos direitos dos povos originários. Ele atuou no STF (Supremo Tribunal Federal) e em organismos internacionais. Também coordenou o departamento jurídico da APIB (Articulação dos Povos Indígenas do Brasil) e da COIAB (Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira).

O novo ministro é doutor em Antropologia Social e em Ciências Jurídicas e Sociais. Ele também concluiu pós-doutorado pela EHESS (École des Hautes Études en Sciences Sociales), na França, e integrou a equipe de transição do governo federal.

A mudança mantém Mato Grosso do Sul com espaço na Esplanada dos Ministérios. A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet (MDB-MS), deve disputar o Senado. A gestão federal segue representada por nomes do estado. Nos últimos anos, outros nomes ligados a Mato Grosso do Sul ocuparam cargos no governo federal. Naturalizada em Mato Grosso do Sul, Cida Gonçalves comandou a pasta das Mulheres por mais de dois anos.

As trocas fazem parte de um movimento mais amplo no governo. Ministros que pretendem disputar as eleições deixam os cargos e dão lugar aos atuais secretários-executivos. No Ministério da Pesca, André de Paula será substituído por Rivetla Édipo.

O governo orientou os novos ministros a manter os projetos em andamento e evitar mudanças nas equipes.

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