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Polícia Política

Réu por homicídio qualificado, Bernal pode pegar até 40 anos de prisão

Ex-prefeito é acusado de matar fiscal tributário e mais dois crimes

Adriel Mattos – Midiamax

O ex-prefeito de Campo Grande Alcides Bernal pode receber a pena máxima no Código Penal, de 40 anos, caso seja condenado por homicídio triplamente qualificado e mais dois crimes. Ele é acusado de matar o fiscal tributário estadual Roberto Carlos Mazzini.

Na tarde de quarta-feira (15), a Justiça aceitou a denúncia por homicídio triplamente qualificado, porte ilegal de arma de fogo e violação de domicílio. O político e advogado segue preso desde a data do crime, 24 de março.

No despacho, o juiz Carlos Alberto Garcete de Almeida, da 1ª Vara do Tribunal do Júri, aceitou a denúncia original e também a peça adicional, concedendo prazo de dez dias para a defesa de Bernal responder às acusações.

Além disso, o magistrado determinou que a 19ª Promotoria de Justiça de Campo Grande e a CGP-MS (Coordenadoria-Geral de Perícias de Mato Grosso do Sul) apresentem laudos completos — originais e coloridos — e quaisquer outros documentos do caso.

Por conta dos agravantes do homicídio, a pena a que Bernal ficaria sujeito sobe. O crime na forma simples vai de 6 a 20 anos de reclusão.

Com as qualificações de motivo torpe, meio cruel e contra vítima de 60 anos ou mais, a pena varia de 12 a 30 anos. Com os outros dois crimes, o ex-prefeito pode ser sentenciado a mais de 40 anos de prisão.

Ex-prefeito é denunciado por homicídio

A 19ª Promotoria de Justiça de Campo Grande denunciou o ex-prefeito Alcides Bernal pelo homicídio qualificado do fiscal tributário estadual Roberto Carlos Mazzini e porte ilegal de arma de fogo. O político e advogado está preso desde a data do crime, 24 de março de 2026.

Na denúncia, os promotores Lívia Carla Guadanhim Bariani e José Arturo Bobadilla Garcia lembram que Mazzini, de 60 anos, havia adquirido a casa de Bernal, no Jardim dos Estados, em um leilão da Caixa Econômica Federal, e foi ao local tomar posse do imóvel, junto de um chaveiro.

“O crime foi cometido por motivo torpe, visto que o denunciado agiu impelido pelo sentimento de vingança, mais precisamente porque não aceitava a perda do imóvel para a vítima e ainda acreditava ter direito sobre ele. Assim, decidiu ceifar-lhe a vida. Dada a repugnância da motivação do crime, caracterizada está a qualificadora”, escreveram os membros do MPMS (Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul).

Assim, o político foi denunciado por homicídio qualificado por motivo torpe, com recurso que dificultou a defesa, contra vítima maior de 60 anos; e também por porte ilegal de arma de fogo.

Dias depois, o MP complementou a denúncia e pediu à Justiça a inclusão de mais um agravante ao assassinato, de meio cruel, e pelo crime de violação de domicílio.

“O homicídio é qualificado porque cometido com emprego de meio cruel, pois o denunciado, em atitude perversa, realizou um primeiro disparo em desfavor da vítima, atingindo-a, e, após incapacitada, efetuou o segundo à curta distância, quando a vítima estava caída. Continuamente, evadiu-se do local sem prestar socorro ao ofendido, revelando total insensibilidade”, pontuaram Lívia e José Arturo.

Bernal preso por assassinato

crime aconteceu em uma casa que pertenceu a Bernal, mas foi arrematada em um leilão por Mazzini, no ano passado. Na tarde de 24 de março, Roberto foi até lá, na presença de um chaveiro, a fim de tomar posse do imóvel, mas foi alvejado por ao menos dois tiros, que atingiram a região da costela, transfixando, e a dorsal da vítima.

O Corpo de Bombeiros foi acionado por volta das 14h; eles realizaram, por cerca de 25 minutos, manobras de reanimação, mas o servidor não resistiu e morreu.

Após o crime, o ex-prefeito se entregou na Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) Centro. Já o chaveiro, que presenciou o assassinato, foi encaminhado para o Cepol (Centro Integrado de Polícia Especializada).

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