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Política

Deputado pede que MPMS investigue repasses estaduais de Verruck à Fiems

Deputado considera inaceitável derrubada de requerimento sobre recursos em ano de campanha

Vinicios Araujo -Midiamax

O deputado estadual Pedro Kemp (PT) avalia recorrer ao MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) após a base governista na Assembleia Legislativa enterrar o requerimento de informações que o parlamentar havia proposto à Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), cobrando explicações sobre o convênio de R$ 7 milhões destinados à Fiems (Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul).

“A gente vai ver se, depois das explicações aqui, a gente aciona o Ministério Público, porque, se a Casa vai ficar blindando o governo em época de campanha, nós temos que recorrer a outros órgãos”, afirmou ao Jornal Midiamax.

Para o petista, “o contorcionismo” da base governista para barrar o requerimento evidencia dificuldades da gestão estadual em explicar repasses de recursos. “A população tem o direito de saber onde que o dinheiro público é aplicado. E todo esse pisar em ovos que nós estamos vendo aqui, esse contorcionismo da base do governo com esse requerimento, pra mim, revela uma dificuldade do governo em prestar esclarecimentos para a população”, afirmou.

Kemp ainda achou estranha a medida do presidente Gerson Claro (PP) em convidar o novo secretário da Semadesc, Artur Falcette, para explicações exclusivas aos deputados na sala da presidência da Alems. Claro já havia blindado a Fiems em um primeiro requerimento destinado à CNI (Confederação Nacional da Indústria), questionando sobre os repasses e contratos firmados pela federação, atualmente investigada no MPMS por suspeitas de irregularidades em acordos comerciais.

“Eu acho estranho que o secretário venha falar a portas fechadas com os deputados. Ele deveria, no mínimo, então, usar a tribuna e fazer uma explicação pública”, disse Kemp após ter o requerimento barrado.

O petista disse suspeitar que os R$ 7 milhões destinados à Fiems possam ser usados para financiar campanha eleitoral. O convênio que garantiu o repasse foi assinado pelo ex-secretário Jaime Verruck após a sua exoneração para concorrer nas eleições deste ano. A publicação em Diário Oficial chegou a ser corrigida, mas informações obtidas pela bancada petista reafirmam a manobra.

Verruck já ocupou cargo na diretoria da Fiems e mantém relação direta com o presidente da entidade, Sérgio Longen. O empresário chefia a federação há quase duas décadas e já foi alvo de operação da Polícia Federal, tendo contas bancárias bloqueadas atualmente por suspeitas de irregularidades na gestão do Sesi.

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