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Política

Quatro dos 8 deputados federais de MS querem adiar fim da escala 6×1 para 2036

Metade da bancada de MS está entre as 176 assinaturas válidas que garantiram a tramitação do texto na Câmara

 

 

Anna Gomes
Deputados Rodolfo Nogueira, Marcos Pollon, Luiz Ovando e Beto Pereira.

Quatro dos oito deputados federais de Mato Grosso do Sul assinaram a emenda à PEC 221/2019 que flexibiliza regras trabalhistas e adia o fim da escala 6×1 por 10 anos.

 

Os deputados federais de Mato Grosso do Sul, Marcos Pollon (PL), Dr. Luiz Ovando (PP), Rodolfo Nogueira (PL) e Beto Pereira (Republicanos), estão entre as 176 assinaturas válidas que garantiram a tramitação do texto na Câmara. O mínimo necessário era 171.

A proposta foi apresentada pelo deputado Sérgio Turra (PP-RS) e é articulada pelo Centrão. O texto muda a redação original da PEC, que previa redução gradual da jornada para 36 horas semanais. Na nova versão, a meta passa a ser 40 horas.

Para serviços essenciais como saúde, segurança, mobilidade e abastecimento a jornada de 44 horas semanais fica mantida. A principal alteração está na possibilidade de acordos individuais ou coletivos ampliarem a jornada em até 30%. Na prática, isso leva o teto para 52 horas por semana, acima das 44 horas previstas na Constituição.

A emenda também estabelece que o “negociado prevalece sobre o legislado” em temas ligados à jornada, escalas, banco de horas, intervalos, troca de feriados, teletrabalho e remuneração por produtividade. Outro ponto determina que pausas e intervalos previstos em normas regulamentadoras não serão mais computados como jornada efetiva.

O texto cria compensações fiscais para empregadores que aderirem ao novo regime: corte de 50% na contribuição ao FGTS, imunidade temporária de INSS sobre novos vínculos, redução de encargos de risco ambiental e deduções tributárias sobre novos postos de trabalho.

Mesmo se aprovada, a mudança não é imediata. A emenda só entraria em vigor dez anos após a publicação. Depois desse prazo, ainda dependeria de lei complementar para regulamentar a transição, metas de produtividade e fiscalização.

Os deputados que apoiam a medida, incluindo os quatro de MS, argumentam que a proposta evita impacto inflacionário, aumento de custos e traz segurança jurídica para as empresas. O texto defende ainda a necessidade de preservar a livre iniciativa e dar prazo para adaptação do setor produtivo.

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