Ato encerrou período intensivo de atividades de prevenção e enfretamento à violência e exploração sexual de crianças e adolescentes
A mobilização integrou a programação promovida ao longo da semana no município. Para marcar o encerramento, os arredores da Lagoa do Sapo receberam decoração especial com balões laranja, fazendo referência à flor símbolo da campanha Maio Laranja. O espaço também contou com a exposição de desenhos e cartazes produzidos por estudantes das escolas de Batayporã. A iniciativa foi resultado de uma parceria entre a rede de proteção e as unidades escolares, que trabalharam a temática em sala de aula antes da confecção dos materiais de conscientização.
Durante a campanha, também foram realizadas panfletagens com públicos estratégicos e apresentações musicais com teatro de fantoches nas escolas municipais e na Apae. Já na Rede Estadual, os estudantes do sexto ano do Ensino Fundamental receberam as apresentações. “São maneiras de levar informação e orientação de forma lúdica às crianças e também com linguagem acessível aos adolescentes”, explicou a coordenadora da Proteção Social Especial, Letícia Giovanni.
Articulação e informação
Responsável pela organização das ações, a Comcex é um órgão colegiado vinculado ao Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA), voltado à prevenção da violência sexual infantil no município. A presidente da comissão, Glaucia Bravin, esteve presente no ato e reiterou a relevância da conscientização. “Precisamos falar e ensinar as crianças e os adolescentes a se protegerem. Infelizmente, o abuso pode estar até mesmo na própria família”, destacou.
A secretária municipal de Assistência Social, Thayse Melo, elogiou o comprometimento das equipes envolvidas e destacou a dedicação da Rede Socioassistencial e dos parceiros da Comcex na realização das atividades. “Foi um trabalho feito com excelência e com amplo alcance. Isso mostra comprometimento e respeito ao tema”, avaliou.
Segundo a coordenadora da Proteção Social Especial, a campanha foi muito bem recebida pela população, que também contou com conteúdos estratégicos nas redes sociais e rádio. “Iniciamos com vídeos importantes, que tiveram um alcance significativo nas redes, e uma entrevista esclarecedora com a promotora de Justiça, Vitoria Herechuk, e o delegado de Polícia Civil, Filipe Davanso, na Rádio Cidade FM. Acredito que as ações cumpriram o objetivo de ampliar o debate e incentivar as denúncias”, descreveu Letícia.
Vale ressaltar que qualquer suspeita de abuso ou exploração sexual de crianças e adolescentes deve ser denunciada. Os canais garantem sigilo protegendo as vítimas e os denunciantes. Em Batayporã, o Conselho Tutelar é o responsável por acolher as denúncias. Além do atendimento presencial, é possível entrar em contato com a equipe pelos telefones (67) 3910-0731 e (67) 99284-9955. Há ainda o Disque 100, serviço gratuito de utilidade pública do Governo Federal para receber, analisar e encaminhar denúncias de violações de Direitos Humanos. Ele funciona 24 horas por dia, todos os dias.
Fotos: Prefeitura de Batayporã.










