Vale do Ivinhema Agora
Polícia

Policiais foram baleados, rendidos e executados, indica autópsia

https://cdn6.campograndenews.com.br/uploads/noticias/2026/07/22/ed6a339644265497ce3e0418cfe7703992fed873.png

Laudo aponta tiro na boca de um agente e disparo na cabeça de outro

 

Por Gustavo Bonotto e Helio de Freitas, de Dourados | 

 

 

Os policiais assassinados no ataque ao posto da Polícia Nacional do Paraguai, na Colônia Naranjito, a cerca de 30 quilômetros de Sete Quedas, foram executados depois de serem rendidos pelos criminosos. A informação consta na autópsia divulgada nesta quarta-feira (22) pelo jornal paraguaio ABC Color, um dia após a ação que deixou três mortos e destruiu o prédio da unidade policial.

Dois policiais paraguaios foram executados após serem rendidos em ataque ao posto da Polícia Nacional na Colônia Naranjito, a 30 quilômetros de Sete Quedas. A autópsia revelou que os agentes foram mortos com tiros à queima-roupa. Entre 20 e 30 homens armados invadiram o local, incendiaram o prédio e quatro veículos com coquetéis molotov. Três pessoas morreram e um policial escapou fingindo estar morto.

Conforme o legista Pablo Lemir, o suboficial inspetor Herminio Ojeda González, de 33 anos, morreu com um tiro disparado dentro da boca. O exame encontrou resíduos de pólvora na língua, o que indica que o disparo foi feito com o cano da arma encostado na vítima.

Antes disso, o policial havia sido atingido por três tiros nas costas. As lesões provocaram ferimentos no tórax e hemorragia pulmonar, mas, segundo o médico, não causariam morte imediata. A causa da morte foi o disparo na boca.

O outro policial, o suboficial major Atilio Martínez Barrios, de 40 anos, foi atingido primeiro por um tiro na região da axila direita. O projétil rompeu vasos sanguíneos e perfurou o coração. Em seguida, ele levou um tiro na cabeça, efetuado a curta distância.

Além dos dois policiais, o funcionário civil Josemar Escobar Piris, de 37 anos, também morreu. No entanto, a perícia dele será realizada nesta quinta (23).

Ainda de acordo com o ABC Color, os dois corpos apresentavam queimaduras de segundo e terceiro graus na parte da frente do corpo. Os uniformes ficaram parcialmente queimados e aderiram à pele. A perícia ainda deve esclarecer se os corpos foram movidos antes de o posto policial ser incendiado.

Ao jornal paraguaio, Lemir afirmou que as lesões mostram que os policiais já estavam dominados quando foram mortos.

Entenda – O ataque ocorreu na noite de terça-feira (21), quando entre 20 e 30 homens armados invadiram o posto policial, abriram fogo e incendiaram o prédio e quatro veículos. Um quarto agente conseguiu escapar ao fingir que estava morto e fugir para uma área de mata.

Usando bombas incendiárias caseiras, conhecidas como “coquetel molotov”, os homens incendiaram o posto e os carros estacionados na parte externa. Cartuchos deflagrados de calibres 5,56 e 7,62 foram recolhidos pelos peritos. Testemunhas relataram que o bando usava roupas camufladas, semelhantes a uniforme de forças militares do Paraguai.

Related posts

Vídeo: Ataque a tiros que matou homem e feriu grávida em Ivinhema foi registrado por câmera

Anaurelino Ramos

Fuzil de fabricação americana é encontrado abandonado em avenida na fronteira com o Paraguai

Anaurelino Ramos

Forte presença da PM no 4º Rodeio Mandioca Fest termina sem ocorrência policial

Anaurelino Ramos

Deixe um Comentário