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Irmão de Marisa Serrano foi um dos alvos da PF contra fraudes em contratos

por: campograndenews

A reportagem apurou que Eduardo José Monteiro Serrano atuaria como lobista no esquema e usava o nome e a influência da irmã

Documentos foram recolhidos na Secretaria Estadual de Educação (Foto: Mirian Machado)

Documentos foram recolhidos na Secretaria Estadual de Educação (Foto: Mirian Machado)

O empresário Eduardo José Monteiro Serrano foi um dos alvos da Operação Nota Zero da Polícia Federal, que investiga superfaturamento de contratos entre construtoras e Secretaria Estadual de Educação (SED) relacionados a sete licitações e oito obras, orçadas em R$ 9,6 milhões.

A reportagem apurou que Eduardo Serrano atuaria como lobista no esquema e usava o nome e a influência da irmã, a ex-senadora e ex-conselheira do TCE (Tribunal de Contas do Estado) nas fraudes.

O Campo Grande News apurou que equipe da PF (Polícia Federal) foi até o endereço dele, esta manhã, em um condomínio na Avenida do Poeta, no Parque dos Poderes.

O empresário já foi sócio-proprietário da Enertel Engenharia Ltda, empresa aberta em 1997 e que não está ativa. Atualmente, seria dono da ADS Comércio e Construções Eireli.

A operação cumpriu 11 mandados de busca e apreensão nesta quarta-feira em Campo Grande.

Esquema – Construtoras faziam rodízio para vencer as licitações e superfaturavam os contratos para que percentual fosse destinado às propinas. Para lucrar, empresas recebiam por serviços que não eram feitos ou executados com qualidade inferior à vendida.

A PF também utilizou grampo telefônico e conversas revelaram o “jeitinho” para tirar vantagem dos contratos. Um dos exemplos é o da obra em escola de Jardim, segundo a PF. Telhas que deveriam ser trocadas receberam apenas limpeza e poda de árvores foi contratada, mas já havia sido feita.

Segundo o superintendente Daniel Silveira, superintendente da CGU em Mato Grosso do Sul, auditorias nos certames revelaram “fortes indícios de conluio” entre as empresas.

O mais forte deles é a participação apenas da empreiteira vencedora em três concorrências e de somente duas em quatro licitações. Cada uma das empresas do cartel, segundo a apuração, ganhou um contrato.

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