Nenhum caso foi confirmado, mas MS tem 8 em análise
No Estado, nenhum caso foi confirmado, mas com incidência da doença está explodindo em três dos cinco estados vizinhos (São Paulo, Paraná e Goiás) e a Secretaria Estadual de Saúde ampliou as ações de prevenção. As vacinas estão sendo distribuídas para os municípios e não há informações sobre quantas serão entregues em Campo Grande, que registrou o último caso de sarampo em 2011, quando uma turista francesa foi infectada fora do País.
Entre os 11 casos que ainda restam ser confirmados na Capital, está a da menina de 10 meses que viajou para São Paulo (SP), estado responsável pelo maior número de casos no Brasil após a erradicação, com mais de 2,4 mil casos de sarampo confirmados. De acordo com gerente de imunização da Sesau, Veruska Lahdo, a mãe da menina viajou com ela para São Paulo e, já de volta à Capital, a criança começou a apresentar sintomas, sendo levada para o Hospital Infantil São Lucas.
Por conta da suspeita de sarampo, foi feito o bloqueio vacinal na unidade, ou seja, pessoas que tiveram contato com a menina foram imunizadas. O mesmo caso ocorreu quando 90 pessoas foram vacinadas depois de ter contato um médico, que veio de São Paulo visitar a família, e também apresentou suspeita da doença.
Por meio de e-mail, o ministério informou que “desde o dia 22 de agosto, a orientação correta do Ministério da Saúde é: todas as crianças de seis meses a menores de 1 ano devem ser vacinadas contra o sarampo em todo o País. Essa medida preventiva deve alcançar 1,4 milhão de crianças, que não receberam a dose extra, chamada de ‘dose zero’, além das previstas no Calendário Nacional de Vacinação, aos 12 e 15 meses. Para isso, o Ministério da Saúde irá enviar 1,6 milhão de doses a mais para os estados.”
Em Campo Grande, há doses da vacina em todos as 66 Unidades Básicas de Saúde e Unidades Básicas de Saúde disponíveis. Antes, apenas crianças com mais de 12 meses tomavam a vacina, como foi o caso da bebê que viajou para SP não estando imunizada.

