Vale do Ivinhema Agora
Educação Região

Paralisação de professores atinge 90% das escolas estaduais de MS

foto: Henrique Arakaki, Midiamax

 

Caso Governador não dialogue com professores, mobilizações devem ocorrer durante todo o mês

Das 376 escolas estaduais de MS, cerca de 340 aderiram à greve, informou o presidente da Fetems (Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato grosso do Sul), Jaime Teixeira. O número representa 90% das escolas estaduais.

Conforme Teixeira, a greve deve durar pelo menos dois dias e o retorno às atividades está programado para sexta-feira. “Amanhã vamos fazer um ato público na Capital. Nós protocolamos ofício ao Governador e ao chefe da Casa Civil pedindo audiência para que ele volte a dialogar conosco, pois eles não têm recebido nenhuma entidade”, disse.

O presidente da Fetems informou ainda, que as mobilizações devem continuar durante todo o mês de outubro, caso o Governador Reinaldo Azambuja não converse com a categoria.

“Faremos dois dias de paralisações de alerta. Caso nenhum acordo ocorra, seguimos com nosso calendário de mobilizações e de luta para convencer o Governador, que a política que ele está adotando com a educação pública é uma política ruim em relação à qualidade do ensino, aos trabalhadores que não são valorizados e quem vai acabar pagando pela má administração é a sociedade”, ressalta.

Os profissionais da educação começaram a greve nesta quarta-feira (2) nas escolas estaduais de Mato Grosso do Sul. A paralisação foi convocada pela CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação) e a Fetems (Federação dos Trabalhadores em Educação do Mato Grosso do Sul), sindicatos em cidades do interior do estado também participaram. Nesta quarta-feira (2), algumas escolas estão sem aula, como a Escola Estadual Joaquim Murtinho, na avenida Afonso Pena.

No primeiro dia de greve, as ações são voltadas para conversa com a comunidade, trabalhadores e comércio, para explicar a situação da educação em MS. Jaime Teixeira ainda ressalta que um concurso público para professores e isonomia salarial são as principais pautas. “Não dá para aceitar que um professor convocado receba 32% a menos que o efetivo”, diz. Ele ainda diz que outras reivindicações são a convocação dos administrativos da educação e que são contra a adesão ao projeto das escolas cívico-militares.

Related posts

Hashioka participa de evento de prestação de contas e assinatura de convênios em Naviraí

Anaurelino Ramos

Prefeitura de Taquarussu construirá 25 moradias através do Minha Casa Minha Vida

Anaurelino Ramos

Indicação pede estudo de viabilidade para levar serviços de saúde mental ao distrito

Anaurelino Ramos

Deixe um Comentário