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Em nova sentença, juiz condena Giroto a 7 anos e seis meses de prisão

Lavagem de Dinheiro: ex-secretário perdeu fazenda no Pantanal e terá de devolver R$ 4,3 milhões
Por: correiodoestado

O juiz Bruno Cezar da Cunha Teixeira, da 3ª Vara Federal de Campo Grande impôs ao ex-deputado federal, ex-secretário de Obras do Estado, e engenheiro civil Edson Giroto, sua segunda condenação criminal na Operação Lama Asfáltica. Desta vez, Giroto foi condenado a 7 anos e 6 meses de reclusão pelo crime de lavagem de dinheiro. Com esta sentença, o secretário agora têm pouco mais de 17 anos de prisão para cumprir.

A sentença também impõe a pena de 9 anos, 10 meses e 3 dias a Wilson Roberto Mariano, o Beto Mariano, também por lavagem de dinheiro. A pena de Beto Mariano é a maior desta fase da operação, em que também foram condenados a filha de Beto, a médica Mariane Mariano de Oliveira (8 anos, 5 meses e 7 dias de prisão) e João Afif Jorge (7 anos e 6 meses de prisão).

O magistrado ainda determinou a perda de uma fazenda, localizada em Corumbá, em favor da União. A Fazenda Maravilha estava registrada em nome de Giroto, Afif, Beto Mariano e Mariane Mariano.

INDENIZAÇÃO

Bruno Cezar da Cunha Teixeira ainda fixou aos condenados o pagamento de indenização de R$ 4,3 milhões para reparação de danos ao erário, e manteve o bloqueio judicial de dois imóveis no residencial Damha, e dois apartamentos no Edifício Manoel de Barros, além de uma fazenda de Beto Mariano e de US$ 10 mil apreendidos com ele, para garantir que a indenização seja paga.

Dentre os condenados, somente Giroto está preso. Na semana passada ele sofreu nova derrota no Supremo Tribunal Federal, ao ter um habeas corpus negado por 4 a 1. Os integrantes da família Mariano e Afif, vão poder recorrer da pena em liberdade.

A Operação Lama Asfáltica foi desencadeada em julho de 2015. Em todas suas fases, a investigação da Polícia Federal desmontou um esquema bilionário de desvio de recursos públicos dos cofres do estado e da União, por meio contratação fraudulentas de obras públicas, compra de livros e de serviços de informática. No bojo da operação, o ex-governador André Puccinelli (MDB) chegou a ser preso. Atualmente, ele responde às acusações em liberdade.

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