Vale do Ivinhema Agora
Política Região

Eleições podem ter abstenção recorde por causa da pandemia

Para o presidente do TRE/MS, estatísticas da pandemia influenciarão no comportamento do eleitor nas eleições

Por: correiodoestado

A possibilidade de adiar as eleições municipais, previstas para 4 de outubro, tem sido discutida no Congresso Nacional e causado apreensão entre aqueles que devem tentar a reeleição ou disputar um cargo. Nos bastidores políticos, o principal argumento é o provável aumento na abstenção dos eleitores por conta da pandemia do novo coronavírus, causador da Covid-19.

De acordo com o presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS), desembargador João Maria Lós, os parlamentares podem buscar uma solução para que o pleito aconteça ainda este ano, porém, as estatísticas da Covid-19 devem ser analisadas. “Mas, se ao tempo da eleição, qualquer dia que seja, estivermos como hoje, certamente a abstenção será maior que o normal”, destacou.

João Maria Lós sugere como as eleições podem ser feitas de maneira segura para todos os eleitores: “Fazer [a eleição] em dois dias, até com possibilidade de agendamento. Aí a situação se complica com o pessoal da zona rural, do Pantanal etc.”. Conforme decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) do dia 14 de maio, cabe ao Congresso Nacional mudar a data do pleito.

PANDEMIA

Ainda sobre abstenção, o desembargador considera que o comportamento do eleitor estará relacionado ao número de casos de Covid-19. “Acho que vai depender da persistência, ou não, da pandemia. O importante é evitar a aglomeração e o contato entre os eleitores. Mas eu tenho confiança que, até lá, essa questão estará superada e as eleições se realizarão normalmente. Ao menos, espero”, ressaltou.

Entre os dias que estão sendo discutidos internamente na Câmara dos Deputados e no Senado para o primeiro turno das eleições municipais estão 15 de novembro e 6 de dezembro – as duas datas caem em um domingo. Além da mudança ainda em 2020, alguns parlamentares têm sugerido unificar o pleito municipal com o geral, prorrogando por dois anos os mandatos de quem foi eleito em 2016 e fazendo uma única votação em 2022.

Empossado na semana passada, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Luís Roberto Barroso, descartou a possibilidade de unificação. “As eleições somente devem ser adiadas se não for possível realizá-las sem risco para a saúde pública. O cancelamento das eleições municipais para fazê-las coincidir com as eleições nacionais em 2022 não é uma hipótese sequer cogitada”, assegurou em seu discurso.

A Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul (Assomasul), com apoio da Confederação Nacional de Municípios (CNM), do Movimento Mulheres Municipalistas, de associações microrregionais de municípios, de prefeitos e prefeitas de Mato Grosso do Sul e de agentes políticos locais, manifestou-se contra a realização das eleições municipais deste ano, marcadas para outubro, em função das consequências da pandemia do novo coronavírus.

O presidente da Assomasul e prefeito de Bataguassu, Pedro Caravina (PSDB), disse que concorda com a posição da CNM como líder das cidades e vê que é o melhor a se fazer neste momento. “A proposta da unificação das eleições em 2022 [se dá], primeiro, por conta da pandemia; depois, da economia aos cofres públicos [fundos Partidário e Eleitoral]. Os gastos poderiam ser suprimidos e unificados”.

VEJA TAMBÉM

Related posts

Hashioka participa de evento de prestação de contas e assinatura de convênios em Naviraí

Anaurelino Ramos

Prefeitura de Taquarussu construirá 25 moradias através do Minha Casa Minha Vida

Anaurelino Ramos

Indicação pede estudo de viabilidade para levar serviços de saúde mental ao distrito

Anaurelino Ramos

Deixe um Comentário