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Região Saúde

MS está preparado para vacinação e precisa imunizar 80% da população para cenário de tranquilidade

Portal do Governo de Mato Grosso do Sul

Mato Grosso do Sul tem pronto o planejamento para a vacinação contra o coronavírus. Seja pelo Governo Federal ou pelo plano B do Governo do Estado, os sul-mato-grossenses têm assegurado imunização para a Covid-19, doença que matou milhares de pessoas ao redor do mundo. A informação é do secretário estadual de Saúde,  Geraldo Resende, que diz estar está confiante que a vacina chegará ao Mato Grosso do Sul no final de janeiro. “Seja da Pfizer, da Moderna ou do Butantan, estamos totalmente preparados para receber a vacina mais segura”, afirma.

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Vacina pode chegar no final de janeiro, diz Resende

Resende espera que o planejamento do Governo Federal adquira a vacina de acordo com o PNI – Programa Nacional de Vacinação, do SUS, considerado um dos melhores programas do mundo. Mas caso ocorra qualquer eventualidade, o Estado, segundo ele, está preparado para colocar em ação o plano B. “Vamos conseguir vacinar os sul-mato-grossenses”, declarou, confiante.

Mesmo com a vacina, Resende deixa claro que nos primeiros meses de 2021 as pessoas deverão continuar com os cuidados e restrições. “Precisamos imunizar 80% da população para ficar mais tranquilos”, conclui.

Em onze meses convivendo com a crise sanitária e um vírus desconhecido e implacável, todo este esforço, ao que tudo indica, valeu muito a pena. “Muitos servidores nem tiraram as férias para nos ajudar”. São todos heróis, afirma, ressaltando que o Governo do Estado atendeu todas as necessidades da pasta.

Questionado se em algum momento desta tortuosa caminhada perdeu a fé, ele responde: “Nunca. Acredito que Deus prepara as pessoas para enfrentar as crises. E ele me preparou”, afirma.

Tempo de tempestade

No início da 52ª semana da pandemia no Estado, com números de contágio nos altíssimos patamares de 1,15% e taxa de mortalidade em 1,7%, o secretário faz um desabafo: “As pessoas não valorizam a vida. Nem a delas nem a dos outros”, e ainda soltou um palavrão imitando o que ele diz ser a reação dos jovens diante desta crise sem precedentes.

Indignado com o que ele chama de “desobediência e descompromisso” de quem não segue as regras de distanciamento, máscaras e cuidados essenciais, o secretário diz que está faltando empatia às pessoas. “O Governo do Estado está cumprindo o seu papel mas a população não ajuda”, reclama.

A pandemia, segundo ele, ainda é muito desconhecida e pegou o mundo inteiro sem saber claramente como lidar com ela. O avanço exponencial da segunda onda, por exemplo, de acordo com Geraldo, é algo atípico, para o verão onde as doenças respiratórias costumam desaparecer. “Essa é uma época onde os casos de Dengue e Chikungunya aumentam’, explica.

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Hospital Regional Covid -19 (Foto Saul Schramm)

Com a mudança de cenário e o agravamento do número de casos da Covid- 19, o secretário teme o colapso da rede de hospitais. “Não temos leitos, não temos fisioterapeutas suficientes, precisamos contar com a consciência da população”, apela.

Foto destaque: Agência Brasil

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