As investigações tiveram início a partir de denúncia realizada por servidores
Por: Correio do Estado
A Polícia Federal (PF) cumpriu mandados de busca e apreensão na tarde desta quinta-feira (03) no município de Ponta Porã, para apurar a participação de um funcionário terceirizado da Receita Federal do Brasil (RFB) que estava desviando mercadorias apreendidas do depósito do órgão. A operação foi denominada Warehouse II.
As investigações tiveram início a partir de denúncia realizada por servidores da própria Receita Federal do Brasil, que encaminharam imagens do circuito fechado de TV (CFTV), contendo a ação do funcionário terceirizado desviando mercadorias apreendidas do depósito.
Os mandados de busca e apreensão foram expedidos pela Justiça Federal de Ponta Porã, cumpridos na residência do investigado e nas salas utilizadas por ele na Receita Federal do Brasil.
A reportagem do Correio do Estado entrou em contato com o PF, que informou que o balanço da operação será divulgado apenas na manhã desta sexta-feira (04).
A ação da PF contou com apoio da Unidade da Receita Federal do município.
Operação Valeta
A Polícia Federal em conjunto com o Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), deflagrou nesta quinta-feira (03) a Operação Valeta, terceira fase da Operação Kryptos, que cumpriu mandados em Mato Grosso do Sul e em São Paulo, contra uma organização criminosa responsável por fraudes bilionárias envolvendo criptomoedas.
Cerca de 20 policiais federais deram cumprimento a um mandado de prisão preventiva e a cinco mandados de busca e apreensão, em MS e SP.
Os mandados foram expedidos pela 3ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro e decorreram de um esforço conjunto entre a Polícia Federal e Ministério Público Federal.
De acordo com a investigação, uma advogada responsável pela administração de duas empresas sediadas em Campo Grande desenvolvia o papel de intermediar a movimentação financeira entre a principal empresa investigada na Kryptos e empresas estabelecidas no exterior.

