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PF faz operação em MS contra lavagem de dinheiro de grupo do ex-major Carvalho

Operação é desdobramento de investigação de 2020, quando esquema do ex-major foi destrinchado em investigação

Por Silvia Frias | Campo Grande News
Policial federal em ação durante a Operação Enterprise, em novembro de 2020 (Foto/Divulgação)
Policial federal em ação durante a Operação Enterprise, em novembro de 2020 (Foto/Divulgação)

 

A PF (Polícia Federal) cumpre 14 mandados de busca e apreensão em Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e São Paulo, em duas operações para desarticular organização especializada em lavagem de dinheiro proveniente do narcotráfico. As ações de hoje são desdobramento de investigação de 2020, em que o principal alvo é o ex-major Sérgio Roberto de Carvalho.

As operações Handmade e Descobridor colocou 50 policiais federais nas ruas para cumprir os mandados de busca. A Justiça Federal ainda autorizo o bloqueio de bens na ordem de R$ 80 milhões.

Segundo a PF, as investigações são desdobramento da Operação Enterprise, deflagrada em novembro de 2020.

Para esconder a origem ilícita do dinheiro do tráfico, os líderes da organização criminosa, por meio de complexa cadeia, importavam roupas da China e as colocavam à venda em loja do varejo têxtil, utilizando “branqueamento” do recurso.

Ex-major Sérgio Roberto Carvalho quando foi preso, em 2022 (Foto/Arquivo)
Ex-major Sérgio Roberto Carvalho quando foi preso, em 2022 (Foto/Arquivo)

 

Após a comercialização, o dinheiro sujo retornava para a organização criminosa. Além do dinheiro, a PF apreendeu joias e outros “itens de interesse” da investigação, não detalhados.

Os investigados podem responder pelos crimes de associação criminosa e lavagem de capitais, com penas somadas que somam 10 anos de prisão.

Enterprise – Em 2020, o ex-major Sérgio Roberto de Carvalho foi o principal alvo da operação. Foram cumpridos 149 de busca e 66 de prisão em 10 estados brasileiros, incluindo Mato Grosso do Sul, e ainda Espanha, Portugal, Colômbia e Emirados Árabes Unidos.

Naquela investigação, foi descoberta que os narcotraficantes dividiam as operações em grupos, sendo MS um subgrupo, comandado por Carvalho, sendo responsável pelo envio da droga para Paranaguá e São Paulo.

Na ação, foram sequestrados cerca de R$ 400 milhões em bens do narcotráfico

Carvalho conseguiu fugir e criou até segunda identidade na Europa, sendo rebatizado de Paul Wouter.

Preso na Hungria em junho de 2022 com documentos falsos, o ex-major, que ficou conhecido como o “Escobar Brasileiro”, era disputado também pelo Brasil e Estados Unidos, onde responde por relacionados ao narcotráfico. Um ano depois foi transferido para presídio na Bélgica.

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