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Em início do ano letivo, Câmara repercute condições estruturais da educação municipal

CMNA
por Assessoria

Funcionamento de escola em prédio “improvisado” e distribuição de listas de materiais escolares para aquisição dos estudantes impressionam vereadores

 

Na primeira sessão ordinária da Câmara Municipal de Nova Andradina, os vereadores repercutiram sobre alguns temas referentes às condições estruturais da educação municipal, que iniciou o ano letivo há quase um mês.

O funcionamento da Escola Municipal Mundo da Criança no antigo prédio da Secretaria Municipal da Saúde em caráter temporário e a distribuição de listas de materiais escolares para aquisição dos estudantes motivou, inclusive, a aprovação do requerimento 05/2024, de autoria da vereadora Gabriela Delgado (PSB) e do vereador Arion Aislan de Sousa (PL) com o intuito de apurar informações e denúncias feitas por pais de alunos matriculados nas unidades escolares municipais.

O documento aprovado foi direcionado à Secretaria Municipal de Educação, Cultura e Esporte (SEMEC) e ao Conselho Municipal de Educação (CME).

Segundo dados apurados pelo legislativo, até a conclusão das obras de ampliação da Escola Mundo da Criança, o prédio que foi utilizado por muitos anos para abrigar a Secretaria Municipal de Saúde irá receber cerca de 180 alunos por período escolar. Além das salas de aulas improvisadas, os estudantes irão fazer suas refeições neste espaço alocado pelo município.

Preocupados com as condições do ambiente de ensino e de aprendizagem, os autores do requerimento questionaram se o Conselho tem estudos que aprovem que o ambiente escolar é adequado, e se houve os devidos cuidados no que tange o condicionamento dos alimentos e a produção das refeições (merenda).

“Nos referimos, aos questionamentos que pais e professores têm realizado, considerando que todos serão alocados num ambiente possivelmente incompatível para ano/letivo escolar, especialmente se pensarmos do ponto de vista de ventilação e a proximidades das turmas escolares. Nosso intuito diante das indagações é sabermos se haverá condições de permanência, de ensino e aprendizagem”, manifestaram os vereadores.

Com relação à questão do material escolar, Gabriela e Arion indagam se há ciência, por parte da Semec e do CME, de que as escolas da REME fazem listas de compra de materiais, tendo ainda exemplificado a situação de determinada escola que chega a solicitar até 850 folhas de papel sulfite aos pais.

“Pais com condições financeiras difíceis, podem não ter acesso a compra dos materiais, o que pode ser um processo de exclusão escolar, fazendo inclusive com que deixem de levar as crianças à escola. Outrossim, pensamos cada dia mais, numa educação planejada”.

No documento, os vereadores pedem ainda que seja fornecida a listagem de material de expediente pela Secretaria de Educação para as escolas municipais nos últimos dois anos (Relação de Acordo com o recebido de cada escola).

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