Vale do Ivinhema Agora
Brasil

Governo federal define regras para mulher se alistar no serviço militar

Inscrições poderão ser feitas de janeiro a junho do ano que mulher completar 18 anos

 

Por Silvia Frias |Campo Grande

 

Decreto publicado hoje no Diário Oficial da União estipula regras para o alistamento militar feminino voluntário no Brasil, que poderá ser feito de janeiro a junho do ano em que a pessoa completar 18 anos.

Até agora, as Forças Armadas só recebem mulheres em seus quadros a partir dos cursos de formação de suboficiais e oficiais. São cargos de nível superior, como médicas, engenheiras e coordenadoras de tráfego aéreo.

A regulamentação foi assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pelo ministro da Defesa, José Múcio.

O texto indica regras para as fases de alistamento, seleção e incorporação, podendo ser escolhido Exército, Marinha ou Aeronáutica, mas com incorporação dependente da necessidade das Forças Armadas.

Se a mulher for incorporada – e elas podem desistir até o ato oficial de incorporação –, então se torna obrigatório. Isso significa que a militar ficará sujeita a direitos, deveres e penalidades das Forças Armadas.

A portaria prevê inspeção de saúde, constituída de exames clínicos e laboratoriais que atestem que a alistada não tem limitações à prestação do serviço militar.

Poderão ser concedidas prorrogações de tempo, conforme necessidade.

As mulheres voluntárias não vão adquirir estabilidade no serviço militar e passarão a compor a reserva não remunerada das Forças Armadas após serem desligadas do serviço ativo.

Conforme definição anterior, a obrigatoriedade também vale para homens trans com novo registro civil. Mulheres trans que alteraram os documentos antes dos 18 anos podem se voluntariar. Mas se fizeram a retificação após a maioridade, aí é obrigatório.

Related posts

Salários diminuem pobreza em 22 regiões metropolitanas

Anaurelino Ramos

Processo disciplinar vai apurar suposta venda de decisões por magistrado do TJMS

Anaurelino Ramos

Índice de Desenvolvimento Humano de MS é o 11º do Brasil e fica abaixo do nacional

Anaurelino Ramos

Deixe um Comentário