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Empresários que forçaram menores a molestar cavalo são indiciados por estupro

Caso, que ocorreu em fazenda de Cassilândia, tomou proporção após imagens circularem em redes sociais

 

Por Dayene Paz | Campo Grande News

 

Dois empresários foram indiciados por estupro de vulnerável em Cassilândia, Mato Grosso do Sul, após obrigarem adolescentes a molestarem cavalos em uma propriedade rural. O caso veio à tona quando vídeos do ato circularam nas redes sociais em março deste ano. As investigações iniciaram após a mãe de um dos adolescentes encontrar as imagens no celular do filho e registrar boletim de ocorrência. Os suspeitos, que responderam em liberdade, alegam que não propuseram a “brincadeira” nem filmaram o ocorrido. O inquérito foi concluído e encaminhado ao Poder Judiciário.

Dois empresários flagrados obrigando adolescentes a molestarem cavalos em uma propriedade rural de Cassilândia, cidade a 419 km de Campo Grande, foram indiciados pela Polícia Civil pelo crime de estupro de vulnerável. O caso foi divulgado pelo Campo Grande News em março deste ano após as imagens circularem nas redes sociais.

Segundo apurado pelo Campo Grande News, o crime foi praticado em mais de uma oportunidade e passou a ser investigado depois de a mãe do adolescente registrar boletim de ocorrência ao ver as imagens no celular do filho.

Em um dos vídeos, um dos empresários aparecia, em tom de brincadeira, pegando a genitália do animal e batendo no rosto do rapaz, que aparentemente é um adolescente e está ajoelhado. “Vai, vai. De novo, de novo”, diz a pessoa dando risada, segurando o pênis do cavalo.

Durante as investigações, familiares, suspeitos e as vítimas prestaram depoimento. Foi constatado o crime, sendo os dois empresários que aparecem nas imagens indiciados por estupro. O inquérito já foi finalizado e enviado ao Poder Judiciário. “Os autores estão respondendo em liberdade. Mais informações, somente com o judiciário”, respondeu a Polícia Civil.

A reportagem entrou em contato com o advogado Mário Guarnieri. No início das investigações, ele disse que o caso corre em segredo de justiça e não daria declarações. Agora, com o indiciamento, voltamos a procurá-lo. Guarnieri respondeu que a situação, uma “brincadeira”, não foi eles [empresários] que propuseram. “Não incitaram essa brincadeira e não filmaram. Estamos aguardando as provas para traçar a defesa”, pontuou.

Entenda – Vídeos que circulavam nas redes sociais mostravam adolescentes molestando um cavalo. A mãe do menor teve acesso as imagens e registrou boletim de ocorrência no início do mês de março deste ano. Segundo o registro policial, o garoto frequentava a propriedade dos empresários para realizar atividades como laço e cuidados com animais.

As imagens mostram o momento em que dois homens mandam o rapaz ajoelhar e, na sequência, um deles passa a bater a genitália do animal na boca do adolescente. “Abre a boca, abre a boca”, diz. Depois, o empresário passa a molestar o cavalo. “Não deu nem tesão no cavalo”, continua.

O menor, então, também é obrigado a molestar o animal. “Se não endurecer, a gente não vai te pagar não”, diz. Depois, o homem segura o rosto do garoto, enquanto o outro bate várias vezes a genitália do animal no rosto dele. O adolescente pede para que a “brincadeira” acabe, mas eles continuam. “Abre a boca, tem que chegar pertinho”. Em seguida, o garoto fica em pé, até que o vídeo encerra.

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