Vale do Ivinhema Agora
Meio Ambiente

Alinhando lavoura e natureza, sítio dos Guberts vira ponto de visitação em Novo Horizonte do Sul  

Casal, junto um exemplar de `Peroba, com mais de um século de vida e uma altura de 40 metros, uma das atrações do sítio (Foto: Anaurelino Ramos)

A imponência da natureza é o reflexo da preservação

O Sítio São José, localizado na Linha da Amizade, em Novo Horizonte do Sul (MS), município com 4.721 habitantes, segundo dados do Censo Demográfico de 2022, é uma propriedade que preserva e respeita a natureza, conforme atestou o Vale do Ivinhema Agora.

Logo na chegada, o visitante se depara com um exemplar de uma árvore nativa da espécie Peroba, com mais de 100 anos de vida e de aproximadamente 40 metros de altura, considerada uma madeira de lei e quase extinta em alguns estados.

Por viver mais de um século, é um exemplar histórico de Novo Horizonte do Sul. Podendo ser considerado um marco natural, cultural de suma importância no meio ambiente e para as futuras gerações.

Seu Deoclécio Gubert, de 68 anos, natural de Chapecó (SC) patriarca da família nos recebeu na propriedade, com a sua esposa Cleonice de Fátima Gubert, a matriarca de 61 anos, natural de Pérola do Oeste (PR).

Meio Ambiente e Ecologia

Logo o assunto foi sobre o meio ambiente e o orgulho que eles têm, em manter na propriedade, mais de mil espécies de árvores nativas de diferentes tipos.

Um verdadeiro santuário, que o casal Gubert, preservou ao longo de quase 40 anos, em cerca de três alqueires, em um sítio de 10.5 alqueires. Convivendo ao longo destas décadas com a lavoura, criação de gado leiteiro e a ecologia.

Seu Deoclécio, lembra que quando chegaram definitivamente para serem assentado encontraram uma terra arrasada.

A antiga Gleba Santa Idalina, hoje Novo Horizonte do Sul, tinha sido alvo de uma pulverização aérea de veneno para aniquilar a mata, logo em seguida a queimada e as madeiras de lei retirada.

Ao fazer a limpeza da lenha que sobrou, seu Deoclécio, encontrou pelo menos três exemplares de Peroba. E já tratou de retirar toda a lenha próxima, para evitar um novo incêndio e perder as árvores que ficou.

A partir daí, com os filhos ainda pequeno, ele e a esposa Cleonice, começaram a lavoura para se manter e comercializar as sobras, até a formação total da propriedade.

Além do plantio de subsistência, a propriedade passou produziu grãos, hortaliças, algodão e a criação de vacas leiteiras.

E ao longo destas décadas, o sítio continuou produzindo, mas com todo cuidado para preservar as espécies nativas que se salvaram do fogo criminoso.

Tirando o pé

Casal mostra que para abraçar o tronco da árvore é preciso duas pessoas

Hoje, já com a idade avançada, mas com muita vontade de curtir a vida.  O casal tem a tradição de nos finais de semana, preparar a casa para receber seus cinco filhos e 11 netos.

Os dois filhos mais velhos, lembram eles orgulhos, serem ‘Brasiguaios’, nascido em terras paraguaias, época em que moravam no país vizinho, antes de deixar as terras lá e vir para o município de Mundo Novo.

Quando fizeram parte da saga, dos milhares de Sem Terras. Que deixaram Mundo Novo, e ocuparam a Gleba Santa Idalina pela primeira vez, isso no ano de 1983, chegando por dentro do município de Jateí.

O restante do tempo agora é acompanhar a pequena floresta nos arredores da sede. E a pequena reserva ambiental nos fundos do lote. Qual ao longo dos anos se regenerou  naturalmente.

Quem visita a propriedade, tem a oportunidade de conhecer espécies como a Peroba, Peroba Branco, Ipê, Figueira, Guajuvira, Amendoim, Alecrim, Guatambu e inúmeras outras espécies. Sem contar com as árvores frutíferas.

Que em suas épocas, produzem  fruto com abundancia. Servindo inclusive para alimentar diversos tipos de árvores silvestre que fazer das árvores nativas a suas moradas e sua reproduções.

Visitação

“Sempre estamos recebendo amigos, vem conhecer nossas espécies nativas, até alunos de uma escola já passaram uma tarde aqui conhecendo os exemplares da mata nativa”, disse dona Cleonice.

Exemplo

Dona Cleonice e seu Deoclécio com a a filha Eva, que é vereadora de primeiro mandato no município com a Peroba de 18 anos trazida de um encontro que ela não lembra mais, se foi de Brasília (DF) ou de Naviraí

A preocupação da família Gubert para com a ecologia e preservação dessas espécies, é fazer a parte e na verdade colocar em prática a manutenção do equilíbrio ecológico e na preservação da biodiversidade.

Servindo de abrigo, fonte de alimento para animais, reguladoras do clima e reservatórios de carbono. Exemplo a ser seguido, em um mundo onde atitudes como estas estão cada vez mais escassas. (Vale do Ivinhema Agora)

 

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