Prestes a indicar o nome do pré-candidato a prefeito, medebistas de Batayporã denunciam a elaboração de suposta ata que poderá vir a prejudicar o ex-prefeito Edson Ibrahim (Foto: Montagem/Vale do Ivinhema Agora)
Por: Vale do Ivinhema Agora
Filiados do MDB (Movimento Democrático Brasileiro) de Batayporã (MS) estão se movimentando nesta tarde de segunda-feira (29).
Lideranças do partido ficaram sabendo da existência de um grupo que estaria se articulando para colher assinaturas dos filiados do diretório do partido.
Essas assinaturas seriam utilizadas para a elaboração de uma suposta ata reivindicando ou indicando o nome do atual prefeito Jorge Takahashi para ser o escolhido pelo diretório estadual como pré-candidato a prefeito do partido, numa tentativa de reeleição.
Não deu acordo
Essas articulações estariam ocorrendo devido às lideranças da legenda não entrarem em um acordo a respeito do nome a ser indicado pré-candidato pela legenda e ser sacramentado na convenção.
De um lado está o atual prefeito Jorge Takahashi. Do outro, o ex-prefeito Edson Ibrahim. A direção estadual quer um acordo entre ambos.
Não havendo esse acordo, a executiva estadual vai deliberar sobre o assunto em reunião e evento previsto para acontecer nesta terça-feira (30). E pode ter fórum legal para isso.
Ata questionada
Um filiado do MDB procurou o Vale do Ivinhema Agora na tarde desta segunda-feira. Ele alerta para o fato de que a suposta ata estaria sendo elaborada em desconformidade com o que pensa a executiva.
A denúncia é que somente filiados da legenda, ligados ao grupo do prefeito é que supostamente teriam acesso a ela. E seria uma medida que viria a tumultuar o processo, caso a executiva estadual escolha Edson Peres Ibrahim.
Estratégia
A fonte disse que essa mesma estratégia de elaborar ata, sem pelo menos haver uma reunião com o a executiva do partido, já teria acontecido uma vez em Batayporã.
Versão do partido
A reportagem tentou, por várias vezes, ouvir o presidente do MDB local, o vereador Maurício Ribeiro. Mas o seu telefone dava como desligado ou fora de área.
A informação é que um filiado da legenda, próximo ao prefeito, estaria elaborando a ata, com ajuda de um consultor.
Mas que a ação, caso de fato ocorra, seria questionada. E toda a articulação estaria sendo repassada à direção estadual.
Esse movimento não teria partido da executiva, que nem mesmo de forma virtual ventilou-se a elaboração desta ata.

