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Lama Asfáltica é dividida e Puccinelli vira réu em 4 ações

Juiz da 3ª Vara Federal desmembrou denúncia em cinco partes, o que tornou André Puccinelli réu em quatro delas, ao lado de Edson Giroto e João Amorim

Por: correiodoestado

A denúncia feita pelo Ministério Público Federal (MPF) sobre desvios de R$ 142,5 milhões em recursos públicos em Mato Grosso do Sul, investigados na Operação Lama Asfáltica, foi dividida em cinco partes pela Justiça Federal, sendo que em quatro delas o ex-governador André Puccinelli (MDB) aparece como réu.

Também protagonizam as ações o ex-secretário de Obras do Estado, Edson Giroto, agora preso em regime domiciliar, e o magnata da construção civil local, João Amorim. A decisão por desmembrar a denúncia inicial foi do juiz Bruno Cezar da Cunha Teixeira, da 3ª Vara Federal.

André e companhia devem responder por organização criminosa, superfaturamento da obra de pavimentação da rodovia MS-430 (que liga São Gabriel do Oeste à MS-080, acesso à Aquidauana), troca de favores com o uso do jatinho ‘Cheia de Charme’, pertencente à Proteco, e desvios de recursos na obra de construção da avenida Lúdio Martins Coelho, em Campo Grande.

O ex-governador ainda responde na esfera estadual por suposto recebimento de propina pela JBS em troca de incentivos fiscais – situação que as investigações apontam que teriam começado na gestão de José Orcírio Miranda dos Santos, o Zeca do PT, e persistiram ainda durante a gestão do atual governador, Reinaldo Azambuja (PSDB).

Deflagrada em 2015 pela Polícia Federal (PF), a Operação Lama Asfáltica foi uma das maiores investigações já realizadas em Mato Grosso do Sul, trazendo à tona várias situações e supostos casos de corrupção que estão sob julgamento. Foi essa operação que resultou na prisão de André Puccinelli e seu filho, além de Giroto, Amorim e outros envolvidos.

Todos foram soltos, porém, Giroto permaneceu detido em cela do Centro de Triagem, em Campo Grande. Só neste ano ele conseguiu ir para o regime domiciliar e conseguiu sair do local. A maior parte do processo foi parar na Justiça Estadual, contudo, uma parte prosseguiu nas mãos da Justiça Federal, que fez tal desmembramento da denúncia.

Além de André, João Amorim e Giroto, são denunciadas outras 10 pessoas. Na obra da Lúdio Martins Coelho, via que começa na Duque de Caxias e dá acesso aos bairros da região do Lagoa (União, São Conrado, Caiobá, entre outros), o prejuízo aos cofres federais por fraudes na licitação é avaliado em R$ 4,4 milhões.

Já outros R$ 15,6 milhões são referentes à MS-430, onde é apontado além do desvio de recursos públicos também a prática de falsidade ideológica no contrato do Governo do Estado com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para financiamento da obra.

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