Juliano Ferro (PSDB) está no segundo mandato como prefeito de Ivinhema. (Reprodução Redes Sociais)
Juliano Ferro (PSDB) chegou a pedir sessão extraordinária na Câmara para aprovar proposta, mas recuou diante da repercussão negativa
O prefeito de Ivinhema, Juliano Ferro (PSDB), foi às redes sociais comunicar que desistiu do aumento do próprio salário dos atuais R$ 19 mil para R$ 35 mil. O tucano rasgou o projeto que seria votado pela Câmara de Vereadores, após a repercussão do caso.
Os parlamentares estão de recesso e retornariam apenas em fevereiro, mas uma sessão extraordinária chegou a ser agendada, na quinta-feira (22), a pedido de Juliano Ferro, para que o projeto que tratava do aumento fosse votado. Porém, o chefe do Executivo enviou um ofício à Câmara de Vereadores, horas antes, solicitando que a sessão fosse cancelada.
Nesta sexta-feira (23), o tucano compartilhou com os seguidores que desistiu do aumento e prometeu continuar trabalhando com venda de carros e sorteios para complementar a renda.
“Eu entrei na política e vou me virar, vou vender carro, vou fazer sorteio, bora para cima ganhar comissão. E, olha, o projeto está rasgado, vou estar ligando ao presidente [da Câmara], retirando e pau”, anunciou.
Ele diz que o salário de R$ 19 mil, sendo R$ 14 mil líquidos, seria pouco diante dos gastos como prefeito. O tucano diz que não se tratava de aumento, mas de uma “reposição salarial” após anos sem reajuste. “Vou continuar trabalhando e ganhando pouco”, lamentou.
O projeto também aumentaria os salários da vice-prefeita e dos secretários municipais. Sobre os salários dos servidores e professores, Juliano Ferro disse que irá manter o aumento.
Aumento de salário
Em 2025, o prefeito tentou aumentar o próprio salário, mas foi barrado pela Justiça. Na ocasião, o salário dele aumentaria de R$ 19.904,00 para R$ 35 mil.
Assim como o projeto que seria aprovado nesta quinta, o anterior, barrado por uma decisão judicial, também atingia o salário da vice-prefeita.
Foi indicado que a lei aumentando gastos com pessoal foi sancionada a menos de seis meses do fim do mandato, o que fere a Lei de Responsabilidade Fiscal. Segundo informações preliminares, o reajuste seria de mais de 30%.

