Entidades divulgaram manifesto pontuando como facão irá afetar as instituições de ensino
Professores e sindicatos mantém mobilizações contra corte de verbas da educação – Marcelo Victor/Correio do Estado
Apesar de o ministro da Educação, Victor Godoy, ter anunciado, na tarde desta sexta-feira (7), a liberação de verbas para as universidades e institutos federais, os professores da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) permanecerão mobilizados e estão organizando um ato em protesto ao corte anunciado anteriormente.
De acordo com a Associação dos Docentes da UFMS, hoje será realizada uma plenária, às 18h30, para decidir como e quando será feita essa manifestação. Uma mobilização nacional está prevista para o dia 18 de outubro.
A entidade afirma que é preciso manter a mobilização porque este recuo anunciado pelo Ministério da Educação só aconteceu porque diversos setores, sobretudo o educacional, fizeram pressão contra o corte de recursos.
Uma das partes do manifesto foi a publicação de uma carta assinada pela entidade junto com a Associação dos docentes da Universidade Estadual de MS (Aduems) e com a Associação dos Docentes da Universidade Federal da Grande Dourados (AdufDourados).
Também assinaram a carta o Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Fundação UFMS e IFMS (Sista), a União Nacional dos Estudantes (UNE-MS) e o Sindicato Nacional dos Servidores da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (Sinasefe).
Neste documento, os gestores das associações apontam que o confisco das verbas faria com que as instituições não tivessem condições de arcar com despesas básicas como contas de água, luz, salários e serviços de segurança, bem como limpeza e assistência estudantil.
Conforme já mostrado pelo Correio do Estado, também serão afetados os pagamentos de bolsas e auxílios para estudantes que participam de programas de extensão e pesquisas nas instituições públicas.
No Estado o corte foi de R$ 6,2 milhões, dos quais R$ 3,8 milhões são da UFMS, R$ 399 mil da UFGD e R$ 2,1 milhões do IFMS.
Embora Godoy tenha postado um vídeo em sua conta do Twitter no qual anuncia a liberação de verbas e afirma que a decisão foi de comum acordo com o Ministério da Economia, a deliberação não foi confirmada de forma oficial e o secretário não citou valores.

