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Polícia Política

Gaeco faz nova ação em MS após prisão de empreiteiro elo de esquemas de fraudes

Primeira fase da operação prendeu secretário, servidora e empresários no mês passado

Gabriel Maymone
Equipes do Gaeco cumprem mandados em Bonito (Fala Povo, Jornal Midiamax)

O Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) voltou nesta sexta-feira (07) às ruas de Bonito para cumprir mandados.

As primeiras informações são de que agentes foram até uma loja de roupas.

O Gaeco havia deflagrado a Operação Águas Turvas, no dia 7 de outubro, que resultou na prisão do então secretário de finanças, Edilbero Cruz Gonçalves (exonerado), a diretora de licitação, Lucianze Cintia Pazette (em prisão domiciliar) e do empreiteiro Genilton da Silva Moreira, que é apontado pelas investigações como elo entre esquemas, já que também havia sido preso em outra incursão contra corrupção em Terenos.

Servidores públicos integram o esquema, em que repassavam informações privilegiadas a empresários e organizavam a fraude licitatória para ajudar as empreiteiras a vencerem. Em troca, recebiam vantagens indevidas.

A reportagem acionou a assessoria de comunicação da prefeitura de Bonito, mas não obteve retorno até o momento. O espaço segue aberto para posicionamento.

Na primeira ação, o advogado André Borges, que representa o prefeito enviou a seguinte nota: “Prefeito Josmail determinou total colaboração com autoridades que cumpriram mandados de busca e apreensão; sua gestão é pautada pela ética e transparência”.

Após as prisões, Josmail exonerou o secretário e determinou procedimentos administrativos para apurar a conduta da servidora. Além disso, suspendeu os contratos suspeitos.

Fraude de R$ 4,3 milhões em licitações

Servidores públicos integram o esquema, em que repassavam informações privilegiadas a empresários e organizavam a fraude licitatória para ajudar as empreiteiras a vencerem. Em troca, recebiam vantagens indevidas.

Os investigados são suspeitos dos crimes de organização criminosa, fraude em licitações, corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro, entre outros.

“Águas Turvas”, termo que dá nome à operação, faz alusão a algo que perdeu a transparência ou limpidez e contrasta com a imagem de Bonito, reconhecido por suas belezas naturais e águas cristalinas, as quais, contudo, vêm sendo maculadas pela atuação ilícita dos investigados.

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