por: midiamax
PolíciaThatiana Melo Em 07h53 – 26/02/2019

Na manhã desta terça-feira (26), a PF (Polícia Federal) deflagrou a segunda fase da Operação Nepsis, para o cumprimento de mandados quatro mandados no Estado.
A operação cumpre um mandado de prisão e três de busca e apreensão, na cidade de Dourados – a 225 quilômetros de Campo Grande. Investigações descobriram que um homem que se passava falsamente por policial federal para solicitar propinas da organização criminosa, que foi desarticulada na primeira fase da Operação Nepsis, que aconteceu no dia 22 de agosto de 2018.
A organização criminosa investigada teria formado um consórcio de contrabandistas, com a criação de uma rede de escoamento de cigarros contrabandeados do Paraguai pela fronteira do Mato Grosso do Sul, que se estruturava em dois pilares: um sistema logístico de características empresariais e, ainda, a corrupção de policiais cooptados para participar do estratagema criminoso.
O homem, então, se passava por agente de Polícia Federal e passou a vender informações aos chefes da “máfia dos cigarros” sobre possíveis operações policiais, recebendo valores em nome de uma equipe inexistente de policiais federais fictícios, bem como em nome de membros do Poder Judiciário.
O investigado teria recebido pagamento que passam de R$ 1 milhão de reais. O falso policial atuava auxiliando no escoamento logístico dos cigarros contrabandeados favorecendo o monitoramento pela Organização Criminosa da fiscalização policial nas rodovias.
O nome da operação
Segundo a mitologia grega, “Nepsis” significa vigilância interior, estado mental de atenção plena. A operação foi assim batizada em alusão à vigilância necessária para se combater as sofisticadas atividades criminosas ligadas ao contrabando e à vigilância em relação à própria atividade de fiscalização estatal para conter a corrupção de servidores públicos.

