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Nova Andradina adere a ação que reúne autores de violência doméstica

Por: TJ/MS

 

Em parceria com o Tribunal de Justiça, no último dia 27 de novembro foi realizado em Nova Andradina o lançamento da ação “Homens em Movimento”, interiorizando o projeto desenvolvido pela Coordenadoria da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar do TJ, intitulado de “Dialogando Igualdades”, que reúne autores de violência doméstica para a reflexão e responsabilização pelos atos praticados.

Executada pela Secretaria Executiva de Políticas Públicas da Mulher de Nova Andradina, a iniciativa tem a cooperação do Tribunal de Justiça, o qual foi responsável pela capacitação dos profissionais envolvidos, ministrada pela equipe da Coordenadoria da Mulher.

Formado por 13 homens, o grupo se reúne em encontros semanais com a abordagem de diversos temas, tais como: Tipos de Violência (Lei Maria da Penha), Valores e Direitos Humanos, Gênero e Papéis Sociais, Micromachismos, Ciclo de Violência, Parentalidade, Dependência Química, entre outros.

Nas palavras da secretária da pasta, Julliana Ortega, a parceria com o Tribunal de Justiça foi fundamental, já que este desenvolve no âmbito estadual o projeto “Dialogando Igualdades”, que tem essa mesma proposta de “quebrar” o ciclo de violência.

“Antes de chegar ali, eles agrediram, xingaram ou empurraram as companheiras. Muitos nem sabiam que a atitude é, sim, violência doméstica. Porém, é durante as reuniões do projeto que pretende reduzir as estatísticas, que eles aprendem e pensam bastante antes de qualquer atitude. O caminho é árduo, mas tem que ser trilhado”, afirma a secretária.

O lançamento oficial do projeto “Homens em Movimento” foi realizado juntamente com a campanha “16 Dias de Ativismo pelo fim da Violência contra a Mulher” – uma campanha global da ONU Mulheres. A cerimônia contou com a presença do juiz da comarca de Nova Andradina e colaborador da Coordenadoria do Mulher, Walter Arthur Alge Neto.

O magistrado acredita que o ponto de partida para reverter esse quadro de violência deve ser a mudança cultural. “O tema está sendo tratado nas páginas policiais, mas o debate tem que começar dentro de casa. Quando o assunto chega no Judiciário é porque já houve o conflito e a agressão. Então, é preciso levar o tema para discussão nas escolas, estar presente na conversa entre pais e filhos, aprimorar sempre as políticas públicas e a forma de atuação da rede de enfrentamento à violência doméstica e familiar”, avalia.

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