Imagem captadas por populares durante as montarias comprovam a ausência da logomarca da Prefeitura de Jateí e sim da Marca 90 (Foto: Divulgação)
A Companhia de Rodeio Marca 90, com sede em Jateí (MS), está sendo acusada de descumprir um dos principais itens do contrato decorrente da licitação nº 128/2026, na modalidade Pregão Presencial, vinculada ao Processo Administrativo nº 051/2026.
O certame, vencido pela empresa pelo valor global de R$ 804.900,00, resultou em uma Ata de Registro de Preços, na qual estão discriminados os valores contratados e estabelecidas as obrigações tanto da contratante quanto da contratada.
O que diz a ata
Entre os itens previstos na ata, consta a obrigação de a empresa fornecer 150 camisas de manga longa, confeccionadas em tecido brim, ao custo unitário de R$ 168,33, totalizando R$ 25.249,50.
O documento estabelece que todas as camisas deveriam conter, obrigatoriamente, a logomarca do município de Jateí, estampada em serigrafia na parte frontal e nas costas, sendo destinadas aos peões e demais profissionais que atuariam no rodeio. veja abaixo

O que aconteceu?
Conforme apurado pela reportagem, a Companhia Marca 90 distribuiu camisas com o mesmo padrão previsto na ata, porém estampadas com a identidade visual das comemorações dos 50 anos da empresa.
Nas peças distribuídas não consta a logomarca oficial da Prefeitura de Jateí, conforme previsto no contrato. O município pagará R$ 402.450,00 pela realização do Rodeio da 49ª Festa da Fogueira, conforme o contrato firmado entre as partes.
Ainda de acordo com a ata, esse material deveria ser entregue antecipadamente ao Almoxarifado Central da Prefeitura para conferência. Caso fossem constatadas irregularidades, caberia ao fiscal do contrato adotar as providências previstas.
O que disse a Marca 90
No fim da manhã desta quarta-feira (1º de julho), às 11h39, a reportagem conseguiu contato telefônico com o proprietário da Companhia Marca 90, Edilson Manfré.
Questionado sobre a ausência da logomarca do município nas camisas distribuídas durante o rodeio, o empresário respondeu inicialmente:
— “Estão detonando a gente, né? Estou em Ivinhema. Não teria como conversarmos pessoalmente?”
A reportagem esclareceu que apenas buscava ouvir sua versão sobre o suposto descumprimento do contrato.
Em seguida, Edilson Manfré afirmou que precisaria verificar a situação, alegando que o contrato havia sido elaborado por outra pessoa ligada à empresa.
Antes de encerrar a ligação, informou que estava acompanhado de seu advogado, que consultaria sua assessoria jurídica e retornaria o contato posteriormente.
Até o fechamento desta matéria, entretanto, a reportagem não havia recebido qualquer retorno da empresa.
Fiscais do contrato
A reportagem também tentou ouvir os fiscais responsáveis pelo acompanhamento do contrato do rodeio. No entanto, segundo informações obtidas, ambos participavam de uma reunião no gabinete da administração municipal e não atenderam às ligações até o encerramento desta reportagem. (Vale do Ivinhema Agora)

