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Para Nelsinho, motivação de Bolsonaro ao trocar comando da PF tem que ser apurada

Senador acredita que presidente deve ter tido motivo para fazer a substituição

 

Por: midiamax

 

Senador Nelson Trad Filho (Marcos Ermínio, Jornal Midiamax).

Em seu posicionamento sobre a saída do ministro da Justiça Sérgio Moro e as declarações feitas por ele de que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) estaria tentando interferir politicamente na Polícia Federal, o senador Nelsinho Trad (PSD) afirmou que é preciso apuração sobre o motivo da troca de comando da instituição.

“O ministro da Justiça que se demitiu em função de uma exoneração que o presidente fez de um cargo da sua responsabilidade, que é o chefe da Polícia Federal. Eu entendo que isso não é bom para o país nesse momento. Agora, o que levou o presidente a fazer isso também tem que ser apurado, porque ninguém ia submeter uma situação tão séria como essa se não tivesse um motivo real pra poder fazer essa substituição”, defendeu o senador.

Para ele, a a troca de comando fica ainda mais difícil em um momento de pandemia. “Quando o ministro [da Saúde, Luiz Henrique] Mandetta foi demitido, eu me posicionei contra pelo fato de estarmos no meio de uma guerra contra o inimigo invisível que é o Covid-19 e que turbulências nesse instante não vêm agregar e não vem a somar nada”, relembrou.

Ele defendeu ainda que em meio à pandemia do novo coronavírus é preciso que a classe política tenha união. “Nós temos que deixar as desavenças, os problemas um pouco de lado, nos unir, vencer essa batalha, aí depois faz a reforma que quiser”, disse.

Por fim, Nelsinho disse que o que resta aos colegas e ao Congresso Nacional em um momento como esse é a necessidade de união “no sentido da gente poder avançar nas pautas importantes que o povo brasileiro espera da gente, pra diminuir essas dificuldades que nós estamos vendo dia após dia aumentarem”.

Mais cedo, a senadora Simone Tebet (MDB) classificou como bombásticas as declarações feitas por Moro e afirmou que o presidente deve uma explicação à Nação pois, se comprovadas denúncias, cometeu crime de responsabilidade. A terceira senadora sul-mato-grossense, Soraya Thronicke (PSL), informou pelas redes sociais que teve o celular clonado nesta sexta-feira (24) e preferiu não se manifestar sobre a saída de Moro.

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