Médico divulgava informações falsas nas redes sociais, rebatidas pelo projeto Comprova
Por: Correio do Estado
Médico divulgou vídeo nas redes sociais disseminando informações falsas sobre o novo coronavírus e sobre a H3N2. De acordo com o grupo Comprova, a mensagem do médico Rubens Amaral não condiz com o que é reportado pelos governos federais, estaduais e municipais.
O vídeo começa com a informação de que a maioria das pessoas contaminadas pela Ômicron é formada por aqueles que tomaram vacinas e que não existe uma epidemia de influenza no país.
Além disso, o médico diz que como os sintomas das duas doenças são bem parecidos as pessoas infectadas estariam com covid-19 e não influenza. Para esse fim, ele completa recomendando tratamento não comprovado.
Para rebater as afirmações feitas pelo médico, o Projeto Comprova diz que “ao contrário do que diz Amaral, o Ministério da Saúde e o Conselho Nacional de Saúde reconhecem o aumento de casos de influenza, em especial da variante H3N2, e vários estados já declararam situação de epidemia ou surto da doença”
Além disso, a publicação cita estudos feitos pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), dos Estados Unidos, que atesta que o risco de reinfecção por covid-19 pela ômicron é seis vezes maior entre os não vacinados e cinco vezes menor entre os vacinados.
É sabido que é possível haver reinfecção de covid-19 por pessoas vacinadas pela variante Ômicron, no entanto, não é comprovado que elas sejam as principais infectadas.
Para comprovar as informações, o projeto comprova buscou informações no Conselho Nacional de Saúde, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o Instituto Butantan, o Ministério da Saúde, a Organização Mundial da Saúde (OMS), e o Ministério da Saúde.
Para ter aval científico, foram utilizadas pesquisas da Agência de Segurança de Saúde do Reino Unido, do Instituto Nacional de Doenças Comunicáveis (NICD) e do Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos.
Acerca da epidemia de influenza, o Ministério da Saúde já deixou claro no twitter e em respostas oficiais à imprensa o enfrentamento que ocorre no país. O Secretário-executivo da pasta escreveu na rede social que “estamos enfrentando tanto o vírus da #GripeH3N2, como a #Covid19, em que ambos atacam o sistema respiratório e apresentam sintomas bem parecidos”.
Em nota oficial, o ministério da Sáude informou que o padrão de sazonalidade da influenza varia entre as regiões do país. Por este motivo, espera-se um aumento de casos no outono e inverno, o que não impede a circulação da H3N2 em outras épocas do ano, devido às diferenças geográficas e climáticas.
O órgão explica que para verificar se existe uma epidemia, é preciso avaliar os dados da doença e suas características epidemiológicas locais.
“Em 2021, a partir do mês de outubro, mesmo com a pandemia do SARS-CoV-2, começou a ser observada a circulação dos vírus influenza de maneira intensificada e com predominância do vírus influenza A (H3N2) – indicando um início de sazonalidade de temporalidade atípica em algumas unidades federadas do país, podendo ser configurada como uma epidemia, ou surtos localizados de influenza A (H3N2) e que já se encontra em redução”, diz a nota.

