Em curto espaço de tempo artista vai do palco de Barretos à lama da arena da Exponan (Foto: Anaurelino Ramos)
A cantora paraguaia Fiorella mostrou, na madrugada deste domingo (6), durante sua apresentação na 41ª Exponan (Exposição Agropecuária de Nova Andradina), que é mesmo uma artista “estilo 4×4”: encara qualquer palco e, se for preciso, até a lama.
Depois de passar pelo palco da Festa do Peão de Barretos, uma das maiores festas do gênero da América Latina, Fiorella chegou imponente a Nova Andradina. Mas, sem esquecer suas origens e demonstrando muita proximidade com o público, protagonizou uma das cenas que devem ficar marcadas nesta edição da Exponan.
Já passava da meia-noite quando a cantora subiu ao palco. Depois de uma forte chuva e com a queda brusca da temperatura, o público permaneceu na arena para acompanhar a apresentação.
E Fiorella não deixou ninguém parado.
Pé na lama
Ao perceber que boa parte do público acompanhava o show em meio à arena encharcada e tomada pela lama, a cantora fez uma promessa: também colocaria o pé no barro.
E cumpriu!
Com a ajuda de sua equipe, Fiorella desceu do palco e foi ao encontro do público. Sem se preocupar com a lama, cantou, dançou e transformou a arena em uma extensão do palco.
Em outro momento, subiu em uma cadeira e continuou cantando bem perto dos fãs, levando os presentes ao delírio.
Foi a artista quebrando a barreira entre palco e plateia e mostrando que, naquela noite, chuva, frio e lama não seriam suficientes para esfriar a festa.
Guarani e raízes
Mas Fiorella ainda tinha outra carta na manga.
A paraguaia buscou suas raízes e trouxe para o palco músicas que atravessam a fronteira e fazem parte da identidade cultural de Mato Grosso do Sul.
Cantando em guarani e interpretando clássicos conhecidos pelo público sul-mato-grossense, como “Mercedita” e “Ingrata Paloma Blanca”, entre outras canções, Fiorella estabeleceu uma conexão ainda maior com a plateia.
Foi justamente aí que a versatilidade da artista ganhou ainda mais força: a cantora que vem conquistando espaço no cenário nacional não deixou para trás suas origens e soube reconhecer a forte ligação cultural existente entre Paraguai e Mato Grosso do Sul, especialmente na região de fronteira.
Uma noite para ficar na memória
Fiorella entregou mais que um show. Entregou uma apresentação carregada de identidade, espontaneidade e proximidade com o público.
Do palco para a lama. Do repertório nacional ao guarani. De Barretos a Nova Andradina
Uma apresentação memorável e um belo presente da 41ª Exponan à cultura regional.
Que outros artistas que carregam essa identificação com Mato Grosso do Sul também encontrem espaço nos grandes eventos do Estado.
Porque Fiorella mostrou na Exponan que artista “4×4” é assim: não escolhe terreno para fazer um grande show. (Anaurelino Ramos/Vale do Ivinhema Agora)

