Servidores municipais de Campo Grande deliberaram sobre temas em assembleia na frente do Paço Municipal
Por: Correio do Estado
Assembleia do Sindicato dos Servidores Municipais de Campo Grande (Sisem) deliberou sobre a proposta da prefeitura de Campo Grande referente ao aumento de R$ 200 proposto pela administração no vale alimentação.
O encontro ocorreu na frente do Paço Municipal na manhã desta quinta-feira (10) e contou com a participação dos sindicatos dos Agentes Comunitários de saúde, servidores administrativos e servidores de curso superior da educação, servidores da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) e de outras secretarias.
“Neste encontro deliberamos contrários à proposta e aprovamos um indicativo de greve. Não significa que iremos entrar em greve, mas é o começo de um negociação”, comentou o vereador Marcos Tabosa (PDT) e presidente do Sisem.
O parlamentar ainda disse que é preciso resolver o tema o quanto antes. “Temos que encontrar uma saída para o tema, porque, a que nos foi entregue pelo prefeito Marcos Trad, não é suficiente”, define.
“A proposta foi rejeitada com esmagadora maioria. Agora nós vamos protocolar na manhã desta sexta-feira nossa contraproposta na prefeitura e um indicativo de greve. Na terça-feira [15] da próxima semana sentaremos com a administração para negociar”, explicou o veredor.
Tabosa ainda deixou claro que na próxima quinta-feira (17), uma nova assembleia-geral do Sisem será convocada para discutir as tratativas.
Educação
Nos últimos dias, o Presidente Jair Bolsonaro concedeu aumento no salário base para professores na ordem de 33%. Essa é uma das classes mais mobilizadas atualmente.
Na terça-feira, em assembleia extraordinária, mais de 2 mil professores da Rede Municipal de Ensino (Reme) rejeitaram a proposta de reajuste salarial.
Como já noticiado pelo Correio do Estado, a categoria expressou indignação com a proposta da prefeitura que não considera da lei do piso municipal 5.411/2014, para uma jornada de 20h.
Atualmente, o piso municipal corresponde a 55,07% do piso nacional do magistério.
O professor em início de carreira recebe por volta de R$ 2.117,73, abaixo do valor de R$ 3.845,63 referente ao reajuste de 33,24% proposto pelo governo federal para esse ano.
Lucilio Nobre, presidente do Sindicato Campo-grandense dos Profissionais da Educação Pública (ACPMS), considerou a proposta um desrespeito para com o servidor.

