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Suspeito de compra de voto tenta reaver R$ 112 mil apreendidos em 2016

Dinheiro foi apreendido na casa do irmão de um dos candidatos a prefeito de Japorã, mas caso foi arquivado pela Justiça

por: campograndenews

A Justiça avalia um pedido de restituição de R$ 112,7 mil que supostamente seriam usados para compra de voto na eleição municipal de 2016 no município de Japorã, a 487 km de Campo Grande.

O dinheiro foi apreendido pela Polícia Civil no dia 29 de setembro de 2016 na casa de Rubens Freire Marinho, irmão do então candidato a prefeito da cidade, Rudney Marinho.

Apesar vários indícios de compra de voto, como lista de nomes e outras anotações em um caderno, o caso acabou sendo arquivado e agora Rubens Marinho e o filho dele, Renan de Oliveira Marinho, tentam reaver o dinheiro.

De acordo com o processo, que tramita em segredo de Justiça, as buscas foram autorizadas pela Justiça Estadual após denúncia de corrupção eleitoral através da distribuição de valores e de cestas básicas aos eleitores de Japorã.

Conforme nota da Polícia Civil na época dos fatos, o mandado de busca e apreensão expedido pelo juiz eleitoral de Mundo Novo foi cumprido na Aldeia Porto Lindo.

No quarto da casa os policiais encontraram o dinheiro dividido em duas sacolas. Na primeira, localizada em baixo da cama, tinha R$ 99 mil. A segunda estava escondida em uma penteadeira, com mais R$ 13.700.

Os policias encontraram em cima do guarda-roupa um revólver calibre 38 com duas munições intactas. Foram apreendidos ainda um caderno com diversas anotações e listas e um CPU de computador no escritório da residência. Rubens ainda responde ao processo por crime contra o Sistema Nacional de Armas.

Entre os papeis apreendidos na casa estavam uma folha de anotação manuscrita referente a valores recebidos por Rubens, uma lista digitada e impressa de seis folhas contendo nomes de possíveis eleitores e uma lista de eleitores manuscrita em bloco de papel,

Também foram recolhidos um caderno com a relação de nomes de pessoas e indicação de tipos de veículos (motos ou carros) e um caderno de 10 matérias contendo a relação com diversos nomes de possíveis eleitores anotados à mão.

O dinheiro apreendido foi depositado em juízo, em conta vinculada na Caixa Econômica Federal. A CPU foi encaminhada à Delegacia de Polícia Civil de Mundo Novo, para exame pericial.

No dia 30 do mês passado, a defesa de Rubens pediu a restituição do dinheiro e da CPU alegando que o montante era procedente da venda de gado e cuja destinação seria o pagamento de despesas pessoais e familiares. A Justiça ainda analisa o pedido.

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