Prefeito terá que explicar por que estava na posse de caminhonete e casa em nome de acusado de tráfico
Prefeito Juliano Ferro posa com caminhonete apreendida por fraude (Reprodução)O prefeito de Ivinhema, Juliano Ferro Barros Donato, 42 anos, do PL, participa nesta quinta-feira (9) de audiência judicial na condição de réu, em processo contra ele por falsidade ideológica e uso de documento falso para fins eleitorais.
O juiz eleitoral Rodrigo Barbosa Sanches foi quem o intimou. Também participam do ato processual, o advogado João Vítor Comiran, defensor do prefeito e, ainda, o promotor eleitoral, Allan Thiago Barbosa Arakaki.
A audiência começa às 14h e acontece no fórum da cidade de Ivinhema.
Há a possibilidade de o prefeito participar da audiência de forma telepresencial por videoconferência, conforme autorizou o magistrado.
Juliano virou réu porque não declarou bens que seriam dele, mas que estão em nome de um homem preso por tráfico de droga, em agosto do ano passado.
O caso pode resultar em pena de até cinco anos de prisão para o político.
Em depoimento à PF, o prefeito sustentou ter declarado à Justiça Eleitoral a casa escriturada em nome do capturado ano passado, avaliada, segundo ele, em R$ 750 mil.
Juliano Ferro, que se autoproclama o prefeito “mais louco do Brasil”, postava fotos e vídeos circulando pela cidade com uma caminhonete Silverado em suas redes sociais, onde tem cerca de 1 milhão de seguidores.
Ocorre que este veículo pertence a Luiz Carlos Honório, 66 anos, o preso por tráfico. Em depoimento, ele disse que negociou a Silverado com o prefeito, contudo, ainda não recebeu todo o dinheiro.
Nesta semana, a Justiça negou um recurso de Juliano Ferro, que pediu a liberação do veículo.
A Silverado foi confiscada judicialmente por pertencer a Honório, acusado por tráfico e que teve bens bloqueados, incluindo o veículo.
Outro bem do suspeito também foi parar nas mãos do prefeito, uma casa. No entanto, o imóvel ainda não foi transferido para o nome do prefeito.
A caminhonete não aparece nos bens declarados pelo prefeito à Justiça Eleitoral. Há outra caminhonete, Ram, que o prefeito também deixou de declarar. Ele disse não ter declarado porque já havia vendido o veículo.

