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COVID-19 precisa ser encarada também como doença cardiovascular,
defende cardiologista Roberto Kalil Médico alerta: “Mesmo após a cura, a pessoa corre o risco
de ainda ter problemas cardíacos e sequelas graves.” Pesquisas estão mostrando que o novo coronavírus afeta todos os órgãos do corpo e a COVID-19 precisa ser tratada como uma doença vascular. O alerta é do cardiologista Roberto Kalil. Professor titular de cardiologia da Faculdade de Medicina da USP e diretor do InCor e hospital Sírio Libanês, Kalil assinala: “Mesmo após a cura, a pessoa corre o risco de ainda ter problemas cardíacos e sequelas graves.” Os estudos da fase aguda da doença mostram a possibilidade de ocorrência de arritmias, tromboses, isquemia e infarto do coração e mesmo miocardite, a inflamação do musculo cardíaco. Estudos de autópsias indicam que 60% dos pacientes que morrem em função de pneumonia causada pela Covid-19 apresentam o vírus no músculo do coração. O acompanhamento dos doentes mostra que muitos ainda apresentam sintomas mesmo meses após a alta, sendo o mais comum a fadiga. Também estudos de ressonância magnética mostraram que 78% dos pacientes curados ainda tinham sinais sugestivos de inflamação no coração 70 dias após receberem alta, ainda que sem sintomas, o que ressalta a importância do contínuo monitoramento clínico destes doentes. Dr Roberto Kalil é presidente do Conselho Diretor do Instituto do Coração (InCor/HCFMUSP) e diretor do Centro de Cardiologia do Hospital Sírio-Libanês. |
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