Autor do crime teria atingido o diretor com três tiros
Por: Correio do Estado
Óscar Daniel Olmedo González, ex-diretor da Penitenciária de Tacumbú em Assunção, foi assassinado dentro da casa de seu pai por volta do meio-dia deste domingo (19). De acordo com noticiários locais, González esteve à frente da penitenciária da capital paraguaia em 2020, e o crime teria sido testemunhado pelo pai de González, morador do local.
Segundo o diretor do Hospital do Trauma de Assunción, Augustín Saldívar, González sofreu um tiro no rosto, outro na mão esquerda e um terceiro nas costas, teria chegado ao centro hospitalar sem vida e posteriormente submetido a reanimação cardíaca.
De acordo com o comissário responsável pelo caso e diretor da polícia de Assunción, Daniel Careaga, o autor do assassinato chegou a casa de González com uma moto e adentrou ao local, uma vez que o portão da casa estaria entreaberto. Toda a ação teria sido presenciada pelo pai do ex-dirigente que observou um cúmplice do assassinato do lado de fora do local.
Segundo o comissário do caso, muitas câmeras cercam a região do crime, e estas serão utilizadas para elucidar o assassinato. Careaga relatou desconhecer qualquer ameaça recente a González, entretanto, investigará a possibilidade de tal ação.
Conforme noticiários locais, o então diretor da penitenciária foi destituído do cargo após descobrir um laboratório de processamento de drogas dentro da própria penitenciária. Um mês antes, González teria encontrado maconha, crack, cocaína e dinheiro em espécie no local.
O falecimento foi confirmado pelo Hospital do Trauma paraguaio no início desta tarde.
Casos recentes
Há menos de um mês, José Carlos Acevedo, então prefeito de Pedro Juan Caballero, foi assassinado com 7 tiros dia 17 de maio, em frente ao Palácio da Justiça da cidade. Acevedo foi sepultado cinco dias mais tarde, no cemitério Cristo Rey de Ponta Porã, após uma extensa caravana popular.
Morte de promotor
Promotor de Justiça do Paraguai, Marcelo Pecci, de 45 anos de idade, foi morto assassinado dia 10 de maio em uma praia da Colômbia. O promotor paraguaio estava de férias, havia casado recentemente e estava em lua de mel em Baru, ilha paradisíaca colombiana.
Este investigava casos ligados ao PCC, com laços fortes na região da fronteira de Mato Grosso do Sul com o Paraguai. O crime ocorreu em Pedro Juan Caballero, município paraguaio, que faz fronteira seca com Ponta Porã, interior de MS.
Veras divulgava notícias nos idiomas português e espanhol sobre tráfico de drogas, negócios ligados ao PCC.
Com infomações de ABC Color

