Vale do Ivinhema Agora
Cultura Região

Festival de Cinema em Ivinhema começa no dia 18 e traz Zezé Motta

 Crédito: Divulgação

 

Por douradosagora

Entre os dias 18 e 23 de novembro acontece em Ivinhema a 15ª. Edição do Festival de Cinema do Vale do Ivinhema. Este ano o tema é Liberdade, Liberdade! 130 anos de “abolição” e vai refletir sobre a participação do negro na construção do cinema brasileiro. A homenageada será Zezé Motta, grande ícone da cultura brasileira, eternizada nas lentes de Cacá Diegues como Xica da Silva. Ela estará presente com o Concerto Especial Sesc-MS Divina Saudade no dia 21. Os homenageados locais serão os integrantes da Companhia de Reis, Três Reis Magos, que mantém viva há décadas a tradição do Reisado em Ivinhema.

O Festivali é realizado pela Fundação Nelito Câmara. A curadoria é do cineasta Joel Pizzini e da curadora assistente Juliana Domingos, que selecionaram filmes premiados para a Mostra Competitiva de Longas e os Curtas para exibição. O melhor longa receberá 3 mil reais e a melhor direção, 2 mil reais. Os curtas em competição levarão R$ 1 mil reais o primeiro colocado, R$ 600,00, o segundo e R$ 400,00 reais o terceiro.

Entre os filmes que concorrem o Prêmio Adecoagro de Cinema estão o mineiro Temporada, de André Novais, vencedor do Festival de Brasília neste ano. O pernambucano Açúcar, de Renata Pinheiro e Sérgio Oliveira e o baiano Café com canela, de Glenda Nicácio e Ary Rosa.

Da Bahia, vem, ainda, Bando, um documentário de Lázaro Ramos e O Homem Errado, de Camila de Moraes, que estará presente no Festivali. Do Rio de Janeiro vem Kabadio – O Tempo não tem pressa, anda descalço, de Daniel Leite e o filme Gilda Brasileiro- contra o esquecimento, de Roberto Manhães e Viola Scheuerer. São Paulo será representado por Correndo de atrás, de Jeferson De. Este ano a competição conta com um filme africano, de Cabo Verde, Djon África, de João Miler Guerra e Filipa Reis. E o Mato Grosso do Sul concorre com Coisa de negro, de Israel Miranda.

Entre os curtas que serão exibidos, estão Lápis cor de pele, de Victoria Roque, 2016, RJ; Acalanto, de Arturo Sabóia, 2013, MA; A mulher da casa do arco-íris, de Gilberto Alexandre Sobrinho, 2017, SP; Eu, minha mãe e Wallace, dos Irmãos Carvalho, 2018, RJ; A máquina de moer pretos, de John Conceição, 2018, RS; Rainha, de Sabrina Fidalgo, 2016, RJ e o sul-mato-grossense Vampiros de Filipi Silveira, 2018.

O Festivali conta também com uma Mostra Competitiva de Curtas-metragens realizados por estudantes, projeto semi-finalista do prêmio Itaú-Unicef 2018, que este ano traz oito produções de Ivinhema, uma de Angélica-MS e uma de Sidrolândia-MS. Além dos filmes, haverá uma série de oficinas com Elis Regina Nogueira, Felipi Silveira, Ângelo Mariano, produtor que é ex-aluno das oficinas de áudio visual que marcaram muitas edições do festival, Sabrina Cruz e Danielle Ferreira. Os grupos da Fundação Nelito Câmara se apresentarão na homenagem ao dia da Consciência Negra.

A abertura será no domingo, 18, às 20hs no Cinelito com um cortejo da Companhia de Reis, a exibição do filme As invenções de Akins, de Ulisver Silva e um concerto de tambores com Luis Carlos Santana e o Vai Quem Vem.

Durante o Festivali, haverá ainda Concurso de Beleza Negra e de Dança de Rua. Na noite de premiação, dia 23 de novembro, haverá a apresentação de dança-afro com Lara Morena do grupo Ilê Omo Ayê.

Os apoiadores culturais da 15ª. edição do Festival de Cinema do Vale do Ivinhema são Sesc/MS, Prefeitura de Ivinhema e Adecoagro e patrocínio

Related posts

Casa do Trabalhador anuncia novas vagas em parceria com a JBS Couros

Anaurelino Ramos

Batayporã reverencia neste sábado Santo Antônio, seu santo padroeiro

Anaurelino Ramos

Estreia do Brasil na Copa pode ser marcada por tempestade em MS, alerta Defesa Civil

Anaurelino Ramos

Deixe um Comentário