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Força-tarefa continua para localizar marido que matou professora a pauladas

Delegada que investiga o feminicídio afirma que diligências são vão parar quando assassino for preso

 

Por: Diário Digital

 

Jadir de Souza, procurado pela polícia, e a professora Telma (Foto: Montagem/Reprodução)

A Polícia Civil, juntamente com o Batalhão de Choque da Polícia Militar, segue as buscas por Jadir de Souza da Silva, 51 anos, acusado de matar a professora Telma Ferreira Rabero, 44 anos, com pauladas e machadadas, na noite de sábado (11), em Sidrolândia. O carro da vítima, usado pelo marido na fuga foi localizado em uma fazenda da região.

Jadir conseguiu fugir antes que a polícia chegasse ao assentamento, segundo a delegada Thais Duarte Miranda, responsável pelas investigações.  “A polícia recebeu informação de que o autor estava escondido em uma fazenda e, imediatamente, os policias foram até o local, encontraram o carro que ele tinha fugido e realizaram diligência por toda a madrugada. Porém, o autor se escondeu entre uma plantação e não foi possível localiza-lo”, disse a delegada.

Homem mata professora na frente do filho e foge levando carro da vítima (Foto:Divulgação/PMMS)

Ainda conforme a polícia, o casal estava junto há mais de 20 anos e testemunhas relataram que a professora queria se separar, mas o autor não aceitava o fim do relacionamento. No dia dos fatos, uma vizinha acionou a Polícia Militar depois de ouvir gritos na residência do casal. Quando os militares chegaram, Telma já estava morta e Jadir havia fugido.

“Somente vamos parar as diligências quando conseguirmos prendê-lo”, afirma a delegada sobre o trabalho de força-tarefa e buscas ininterruptas para localizar o autor.

Polícia Civil divulga imagem de Jadir, considerado foragido por feminicídio (Divulgação)

O crime foi cometido na presença do filho de 10 anos da vítima que estava no quarto jogando vídeo-game.  Telma foi agredida a pauladas e, em seguida, com um machado, Jadir golpeou fatalmente a cabeça da professora e deixou exposta parte da massa encefálica, tamanha a brutalidade.

“Crimes de feminicídio são crimes de ódio em que, geralmente, o autor busca ver o sofrimento da vítima enquanto realiza o assassinato. Então, são ações bem violentas”, finaliza Miranda.

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