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Investigador da Polícia Civil de MS é condenado a 13,7 anos por estuprar detenta

Além da sentença, o réu, que já estava preso, não é mais policial e terá que indenizar vítima com R$ 10 mil

Por: Correio do Estado

Investigador da Polícia Civil de MS é condenado a 13,7 anos por estuprar detenta – Divulgação

Um investigador da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, de 41 anos de idade, foi condenado em primeira instância a 13 anos, sete meses e 15 dias de prisão por estuprar uma mulher de 28 anos idade que havia sido detida por suposto crime de tráfico de drogas.

Os ataques sexuais ocorriam numa das salas da delegacia perto da cela que abrigava a vítima. O policial, já encarcerado, que só foi preso depois de os próprios detentos o deduraram, terá, além de cumprir a sentença em regime fechado, de pagar uma indenização de R$ 10 mil à vítima.

O estupro ocorreu em abril passado, no prédio da delegacia da Polícia Civil de Sidrolândia, cidade distante 73 quilômetros de Campo Grande.

A mulher foi detida numa Van, veículo que seguia de MS para São Paulo. Havia mais passageiros na condução, que acomodava uma carga de maconha e pasta base de cocaína. A mulher negou ser a dona da droga.

Depois de detida a suspeita foi levada para a delegacia e, desde então, ela foi assediada e estuprada pelo policial.

O investigador, de acordo com a denúncia do Ministério Público Estadual, ia até a cela e levava a mulher a um cômodo da delegacia conhecido como Salá Lilás.

Essa sala existe em delegacias do interior do Estado que não contam com delegacia de Atendimento à Mulher criada com intuito de atender vítimas de violência.

O policial estuprou a detenta por mais de uma vez. Quando não a levava a para a sala Lilás, ele se aproximava da cela e tocava no corpo dela.

Numa das investidas do então investigador, a mulher, que implorava para não ser estuprada, outros detentos a viram chorando.

Em depoimento, a vítima disse que o então policial a ameaçou dizendo-lhe que se ela o denunciasse “a buscaria até no inferno”.

A mulher contou a uma outra detenta e o caso foi revelado. Ele ficou sabendo e tentou subornar os detentos presenteando-os com um celular. Não adiantou.

Os próprios detentos pediram para conversar com a chefe da delegacia e narraram o episódio. Daí, o então investigador foi preso.

O Ministério Público o acusou por estupro, importunação sexual e também por violência psicológica contra a vítima.

A mulher foi tirada da delegacia e posta em liberdade por determinação judicial. Ela foi embora para uma cidade do Nordeste, onde mora com a família, incluindo filhos.

A defesa do ex-policial ingressou com recurso e o MPE, também. Enquanto o caso segue na Justiça, o ex-policial deve permanecer na prisão.

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