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Mais preocupante em MS, seca do Rio Paraguai ainda deve piorar

Segundo boletim, a vazante do principal rio do Pantanal deve se acentuar nos próximos 28 dias

Por: Campo Grande News

 

Novo boletim divulgado pelo Serviço Geológico do Brasil mostra que a situação do Rio Paraguai em Mato Grosso do Sul é mais preocupante do que no Mato Grosso, Estados por onde correm suas águas em território brasileiro. O principal rio do Pantanal enfrenta seca histórica neste mesmo ano em que o ecossistema é devorado por incêndios.

A vazante em MS deve se acentuar nos próximos 28 dias. “Tal prognóstico, leva em consideração o fato de que o rio Paraguai nesse trecho, apresenta uma resposta lenta em comparação ao que ocorre no Estado do Mato Grosso. No MS, mesmo que o início da estação chuvosa ocorra ainda na segunda quinzena de outubro, o rio levará um tempo maior para recuperar os níveis na região”, informa o boletim.

Conforme o informativo, a situação no Mato Grosso também é de mínimas históricas, sem previsão de retorno aos patamares normais. Mas em Corumbá e Ladário, municípios vizinhos, a previsão é que o Rio Paraguai continue seu processo de regressão e possa chegar até a cota mínima de -68 centímetros daqui a cerca de quatro semanas, caso o rio mantenha o ritmo atual de vazante.
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A medição é feita na régua instalada na Marinha de Ladário. Ontem, o nível do rio estava em -18 cm. Na mesma data, mas no ano passado, a marcação era de 2,04 metros.

Em Porto Murtinho, a cota mínima prevista é de 1,13m. Na sexta-feira, o rio estava com 1,17m, onde normalmente registra 4,10m.

Nas próximas duas semanas, o modelo meteorológico continua com cenário de pouca chuva. “No bioma Pantanal, foram estimados acumulados de chuvas de 2,6 mm em 7 dias. As previsões de níveis indicam continuidade da vazante dos rios, que em Ladário tem ocorrido a uma média de 13 cm por semana”, afirma o pesquisador Marcus Suassuna.

Rio Paraguai nasce na Chapada dos Parecis (MT) e segue na direção sul, percorrendo o limite entre os biomas da Amazônia e do Cerrado, adentrando no Pantanal, na região de Cáceres, por onde segue até deixar o Brasil para o Paraguai.

Uma das preocupações é a navegação, essencial para transporte de produtos vitais para a economia de Mato Grosso do Sul: soja e minério.

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