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Cultura

Nova Andradina abre programação do Mês da Consciência Negra com reflexão sobre equidade e inclusão

Evento de abertura reforçou necessidade de ampliar representatividade e fortalecer políticas permanentes de igualdade racial

Mais do que uma data no calendário, o Mês da Consciência Negra é um chamado à escuta, ao reconhecimento e à transformação. Em Nova Andradina, esse movimento ganha força e se traduz em ações concretas. Nesta sexta-feira (7), uma cerimônia na sede da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) marcou a abertura oficial da programação dedicada à reflexão sobre equidade, diversidade e inclusão.

A presença de autoridades, lideranças comunitárias e representantes de instituições reforçou o engajamento e a relevância do tema. O evento contou com apresentação cultural e pronunciamentos que ressaltaram o papel das políticas públicas e do diálogo social na promoção da igualdade racial.

Presente no ato, o prefeito Dr. Leandro Fedossi ressaltou o compromisso da gestão municipal com a construção de uma cidade cada vez mais plural, justa e acolhedora. “Celebrar o Mês da Consciência Negra é reconhecer nossa história, valorizar nossas raízes e afirmar que não toleraremos nenhuma forma de discriminação. Em nossa gestão, a promoção da igualdade racial não será uma ação pontual, mas uma política permanente, construída no dia a dia, por meio da educação, do diálogo, do respeito e do reconhecimento da dignidade de todas as pessoas”, afirmou.

A titular da Coordenadoria de Promoção da Igualdade Racial e Cidadania, Mazé Macedo, reforçou a importância da representatividade e do fortalecimento das políticas de equidade no município. “Estamos aqui para afirmar que existimos, resistimos e que nossa história continua sendo construída todos os dias. No dia 13 de maio, tivemos a abolição da escravatura registrada em lei, mas sabemos que, na prática, as desigualdades ainda persistem. Nova Andradina tem cerca de 29 mil pessoas negras e pardas em uma população de 50 mil habitantes. Somos a maioria, mas não nos vemos ocupando os espaços de decisão e poder. Por isso, o Dia da Consciência Negra é necessário para que não esqueçamos de onde viemos e para que possamos construir o que queremos ser”, sublinhou.

O presidente da 7ª Subseção da OAB, Stênio Parron, também evidenciou a relevância da mobilização coletiva em torno da pauta. “O preconceito ainda está presente em nosso cotidiano, de forma muitas vezes silenciosa, e por isso essa é uma luta que precisa ser travada todos os dias. Iniciativas como esta são fundamentais para reafirmar que a população negra faz parte da nossa história, da nossa cultura e da formação da nossa sociedade. É nosso dever garantir que elas ocupem os espaços de representatividade e decisão”.

A solenidade contou com a presença do vice-prefeito Arion Aislan; do juiz da 1ª Vara Cível, Túlio Nader Chrysostomo; do juiz da 3ª Vara Cível, Eduardo Augusto Alves; da presidente da Comissão de Igualdade Racial da OAB, Aline Diniz; da secretária municipal de Cidadania e Assistência Social, Cida Valdez; e do vereador Wilson Almeida.

Ao longo do mês, a programação segue com seminários, rodas de conversa, oficinas, atividades culturais e momentos de formação, criando espaços de aprendizado, reflexão e fortalecimento. A proposta é ampliar a consciência coletiva sobre o combate ao racismo e promover uma cultura de respeito às diferenças.

As atividades são coordenadas pela Secretaria Municipal de Cidadania e Assistência Social (Semcias), por meio da Coordenadoria de Promoção da Igualdade Racial e Cidadania (Coopirc), Fundação Nova-Andradinense de Cultura (FUNAC), em parceria com o Conselho Municipal de Promoção da Igualdade Racial e Cidadania e a Comissão de Igualdade Racial da OAB. Cogecom ,

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