Vale do Ivinhema Agora
Polícia

Operação mira grupo especializado em comércio ilegal de armas em MS

A investigação começou após análise pericial em um celular, apreendido em outra ação, revelar indícios de atuação da associação criminosa

 

https://cdn.correiodoestado.com.br/img/c/920/615/dn_arquivo/2026/08/whatsapp-image-2026-08-05-at-084708.jpeg

Armas e munições foram apreendidas durante a operação, em Campo Grande – Divulgação: Polícia Federal

 

 

João Pedro Flores/Correio do Estado

 

Armas e munições foram apreendidas durante a operação, em Campo Grande – Divulgação: Polícia Federal
Ícone WhatsApp Participe do grupo do Correio do Estado no WhatsApp e receba as notícias do dia direto no seu celular.

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quarta-feira (5), a Operação Arsenal Oculto, com o objetivo de desarticular uma associação criminosa investigada pelo comércio ilegal de armas de fogo e munições em Mato Grosso do Sul.

Em Campo Grande, são cumpridos quatro mandados de prisão preventiva e cinco de busca e apreensão, expedidos pela Justiça.

A investigação teve início após a análise pericial de um celular apreendido na operação Heredita Damnare, realizada em outubro de 2025, que revelou indícios da atuação do grupo, dedicado à intermediação e à comercialização clandestina de armas e munições.

De acordo com a Polícia Federal, os investigados atuavam na captação de armamentos, na localização de compradores e na intermediação das negociações, obtendo vantagem financeira com as transações ilícitas.

Os investigados poderão responder pelos crimes de comércio ilegal e posse ilegal de arma de fogo, além de associação criminosa.

Heredita Damnare

A Operação Heredita Damnare, a qual deu início às investigações da Arsenal Oculto, foi deflagrada em outubro do ano passado e teve como objetivo desarticular uma organização criminosa especializada no tráfico internacional de drogas e munições.

Nesta operação, foram cumpridos 15 mandados de prisão preventiva e 20 de busca e apreensão, sendo 11 em Mato Grosso do Sul, nos municípios de Campo Grande, Dourados e Ponta Porã, oito em São Paulo (Grande São Paulo e Bauru) e um na Bahia.

Na época, a Justiça determinou o sequestro e bloqueio de bens no valor de R$ 5,4 milhões pertencentes aos investigados.

Segundo as investigações, a organização criminosa utilizava caminhonetes clonadas e empresas de fachada para contrabandear drogas e munições da fronteira com o Paraguai.

O material ilícito era posteriormente transportado para grandes centros urbanos, como o estado de São Paulo. Durante a apuração, foram apreendidas mais de 14 toneladas de maconha provenientes do país vizinho.

De acordo com a Polícia Federal, o nome da operação Heredita Damnare (que significa “herança maldita”) faz referência a um dos líderes da organização, que assumiu a mesma atividade ilícita do pai, preso anteriormente pelo mesmo crime.

Related posts

Adolescente é baleado em ‘roleta-russa’ e amigos fogem com celular em Cassilândia

Anaurelino Ramos

Homem armado com duas facas é preso pela PM de Ivinhema acusado de ameaças

Anaurelino Ramos

Polícia mira suspeitos de induzir menina de 13 anos ao suicídio durante ‘live’ em rede social

Anaurelino Ramos

Deixe um Comentário