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Polícia

Piloto de drone é preso por levar maconha e haxixe à penitenciária

Investigação aponta uso do equipamento para transporte de drogas e celulares à unidade

 

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Drone e droga apreendida durante a tarde desta sexta-feira (24), em Dourados.

 

Por Gustavo Bonotto e Helio de Freitas, de Dourados | Campo Grande News

 

Wesley da Silva Pinheiro, de 19 anos, foi preso por tráfico de drogas e suspeita de usar drone para levar ilícitos à Penitenciária Estadual de Dourados, na tarde desta sexta-feira (24), em casa situada no Bairro Parque Alvorada, a 251 quilômetros de Campo Grande.

Jovem de 19 anos foi preso em Dourados por tráfico de drogas e suspeita de usar drone para introduzir ilícitos na Penitenciária Estadual. No imóvel, policiais encontraram 590 gramas de maconha, 100 gramas de haxixe, três celulares e uma balança. O suspeito recebia R$ 2,5 mil por entrega e voava a mais de 100 metros de altura. Outro jovem de 23 anos também foi detido.

Conforme apurado pela reportagem, policiais chegaram ao endereço após denúncia de sobrevoo do equipamento e confirmação de que o aparelho pousava no imóvel. No local, encontraram drogas, celulares e o drone usado na operação
.

A equipe foi acionada por um morador que relatou a presença do equipamento sobre residências. Testemunhas disseram que o equipamento pousou na casa investigada. No imóvel, os policiais abordaram Wesley, que admitiu ser dono do aparelho, comprado por cerca de R$ 3 mil.

Durante a vistoria, os agentes localizaram aproximadamente 590 gramas de maconha em porções, 100 gramas de haxixe, uma balança de precisão e três celulares. Também apreenderam capas sem uso, cápsulas deflagradas de munição calibre .32 e pequena quantia em dinheiro.

Outro jovem, de 23 anos, também foi levado à delegacia. Ele afirmou que comprava droga e revendia parte do material. Já Wesley disse que mantinha os entorpecentes para consumo e repassava a conhecidos, prática que caracteriza comércio ilegal.

Informações do setor de inteligência do sistema penitenciário indicam que Wesley atuava como piloto de drone para levar drogas, celulares e possivelmente outros objetos para dentro da penitenciária. O esquema usava voos a mais de 100 metros de altura, com os itens presos a linhas, lançados sobre os pavilhões.

A investigação aponta que o suspeito trabalhava para um grupo criminoso e recebia cerca de R$ 2,5 mil por entrega. A apuração começou após o aumento dos registros de drones sobrevoando a unidade, que chega a ter vários voos por dia.

Equipes do sistema penitenciário montaram força-tarefa para identificar o operador.

Participaram da ação equipes do Getam (Grupo Especial Tático de Motociclistas) e da Polícia Penal, com apoio da inteligência do sistema penitenciário. O caso foi registrado na Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) de Dourados, onde os envolvidos foram apresentados junto com o material apreendido.

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