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TCU investiga ex-presidente do conselho de Medicina de MS

Hoje, presidente do CFM, teria gastado R$ 1 milhão da entidade com viagens e hotéis

 

Por: Correio do Estado

 

O cirurgião geral Mauro Luiz de Britto Ribeiro, ex-diretor clínico da Santa Casa de Campo Grande, também ex-presidente do CRM-MS (Conselho Regional de Medicina de MS), agora presidente CFM (Conselho Federal de Medicina), virou peça de investigação do TCU (Tribunal de Contas da União).

Gastos de dinheiro dos cofres da entidade responsável por regular a profissão no país, alçaram as suspeitas.

Reportagem publicada originalmente no portal UOL, neste fim de semana, diz que apesar das dificuldades financeiras enfrentadas pela CFM, o presidente da organização que chefia desde 2019, gastou em torno de R$ 1 milhão por meio do conhecido jeton, benefício pago por participar de reunião ou quitar passagens e hospedagem.

Nas contas, aparecem viagens que o médico fez de Campo Grande para Brasília e ainda de viagem internacional, como uma ida a Dubai.

Salário não é pago a conselheiros do CFM, que recebe R$ 800 por atividades pela entidade, como encontros, plenárias ou reuniões.

Publicou o UOL, que o “o CFM estabeleceu uma espécie de remuneração por meio de diárias e jetons aos seus membros”, cita o pedido de investigação protocolado no TCU pelo deputado federal Elias Vaz (PSB-GO).

O médico Mauro Ribeiro incentivou no período duro da Covid o uso da cloroquina e hidroxicloroquina para tratamento da covid-19, remédios sem eficácia comprovada contra a doença que já matou mais de 600 mil brasileiros de março do ano passado para cá.

Pela recomendação equivocada, a Defensoria Pública da União moveu contra o CFM uma ação que pede indenização R$ 60 milhões por danos morais coletivos.

Em MS, Mauro Ribeiro também foi denunciado pelo Ministério Público Estadual por faltar expediente na Santa Casa por período de dois anos.

Aos UOL, a assessoria de imprensa do CFM negou ilegalidade nos jetons arrecadados pelo presidente da entidade.

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