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Mato Grosso do Sul terá sete candidatos ao governo, o maior número da história

Na sexta-feira, dia que concentrou mais convenções, houve surpresas, e Riedel, Puccinelli e Contar confirmaram candidaturas

Por: Correio do Estado

O estado de Mato Grosso do Sul terá, nas eleições deste ano, o maior número de candidatos a governador desde a sua criação, em 1977.

Serão sete candidatos ao todo, o que faz com que a possibilidade de a eleição ser decidia em dois turnos seja praticamente uma unanimidade entre os candidatos ao governo e também entre os seus eleitores.

Ao todo, serão sete candidatos, dos quais cinco mantêm chances concretas de estarem presentes em um segundo turno, conforme as pesquisas mais recentes.

Nesta sexta-feira (5), encerraram-se as convenções partidárias e, como de costume neste período de definições, houve surpresas na última hora.

Surpresa na vice

Entre as surpresas da “super sexta-feira”, data-limite para as convenções, conforme o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MS), que estabeleceu 11 reuniões de partidos, está a definição do vice-governador da chapa do ex-secretário de Infraestrutura Eduardo Riedel (PSDB).

Na última hora, o deputado estadual Barbosinha (PP) foi escolhido para ser vice da chapa, que integra o mais amplo arco de alianças destas eleições em Mato Grosso do Sul.

Até uma hora antes da convenção do PSDB, Barbosinha era tido como candidato a deputado estadual na convenção de seu partido, o PP.

Na noite de quinta-feira, estava certo que o Republicanos, outro partido que integra a aliança, seria a legenda que indicaria o vice, e o nome apontado havia sido o do bispo Marcos Vítor, que foi vice na chapa de Odilon de Oliveira em 2018.

Assim como Barbosinha, Marcos Vitor também é um representante da cidade de Dourados, o segundo maior colégio eleitoral de Mato Grosso do Sul.

Na chapa liderada por Eduardo Riedel ainda está Tereza Cristina como candidata ao Senado, e o suplente é o tenente do Exército Aparecido Andrade Portela, do PL, partido do presidente da República, Jair Bolsonaro.

Além de PSDB, PL, PP e Republicanos, a aliança ainda conta com partidos de centro-esquerda, como PSB e PDT, e deve ter a maioria do tempo de televisão na propaganda eleitoral.

Puccinelli

Quem também promoveu convenção nesta sexta-feira foi o MDB. O partido confirmou como candidato a governador André Puccinelli, que tentará seu terceiro mandato. Na vice está Tânia Garib, ex-secretária de Assistência Social de Puccinelli.

O partido optou por não lançar candidato ao Senado e ainda fará aliança com as legendas Solidariedade e Democracia Cristã. Quanto à Presidência da República, o partido apoia formalmente a sul-mato-grossense Simone Tebet, que é do Estado e é do mesmo partido.

Puccinelli, porém, acredita que os eleitores têm plena liberdade para escolher seus candidatos à Presidência.

PRTB

O último a ser confirmado como candidato ao governo de Mato Grosso do Sul foi o deputado estadual e capitão do Exército Brasileiro Renan Contar. O vice de contar será Beto Figueiró.

Assim como Puccinelli, a chapa liderada por Contar também não lançou candidato ao Senado. O objetivo do deputado estadual e candidato ao governo é apoiar, ainda que informalmente, Tereza Cristina ao Senado.

A intenção de Contar é aproximar-se o máximo possível do presidente da República, Jair Bolsonaro (PL), mesmo o partido do mandatário e Tereza Cristina estando oficialmente coligados com o PSDB, de Eduardo Riedel.

Como reforço da chapa, o PRTB se aliará ao Avante, partido que, no plano nacional, está aliado a Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e que tem como principal destaque o deputado federal André Janones, de Minas Gerais.

O procurador de Justiça Sérgio Harfouche é o principal nome do Avante. Até a manhã desta sexta-feira, Harfouche era candidato ao Senado, mas à tarde ele mudou de ideia e decidiu candidatar-se a deputado federal.

UNIÃO BRASIL

A sexta-feira também foi de definições para candidatos que já haviam sido oficializados em convenções. É o caso do União Brasil, da deputada federal Rose Modesto, candidata ao governo do Estado.

O Podemos, partido que é aliado do União Brasil na chapa, realizou convenção e confirmou Alberto Schlatter como vice de Rose Modesto. Schaletter é produtor rural, plantador de algodão em Chapadão do Sul.

Na mesma chapa, Sérgio Murilo foi definido como o primeiro-suplente do candidato a senador e ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta.

PT

O Partido dos Trabalhadores (PT), que terá a advogada Giselle Marques como candidata ao governo, também definiu o vice na chapa liderada por ela. Trata-se do vereador e advogado de Coxim Abílio Vanelli.

Durante o evento, Giselle Marques ainda disse que Luiz Inácio Lula da Silva deve vir a Mato Grosso do Sul no mês que vem.

O candidato a senador pelo partido é o advogado e professor universitário Tiago Botelho.

PSD

O PSD, que tem o ex-prefeito de Campo Grande Marquinhos Trad como candidato ao governo de Mato Grosso do Sul, já estava com a sua situação definida.

A médica Viviane Orro, que é esposa do deputado estadual Felipe Orro, será a vice-governadora na chapa do ex-prefeito da Capital. O PSD também lançou para o Senado o juiz federal aposentado Odilon de Oliveira.

Há quatro anos, Odilon candidatou-se ao governo do Estado e foi derrotado no segundo turno para Reinaldo Azambuja, só que por outro partido, o PDT. Naquela eleição, Marquinhos apoiava Azambuja contra Odilon.

PSOL

A federação Psol/Rede chega com chapa pura para estas eleições. O candidato ao governo de Mato Grosso do Sul é o bacharel em Direito e militante de causas sociais Adonis Marcos de Souza. O vice é Ilmo Cândido de Oliveira. O candidato ao Senado pelo Psol é Anizio Leite Tocchio Junior.

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