Um dos mais populares córregos da região de Nova Andradina, está com suas águas da cor de enxurrada na altura da ponte da rodovia MS-473, sentido município de Taquarussu (Fotos: Anaurelino Ramos)
Nesta quarta-feira (01) de junho, dada em que se deflagra o início da semana do Meio Ambiente em todo o país, a região do Vale do Ivinhema tem muito pouco ou quase nada a comemorar.
É difícil trafegar pelos municípios que integram a micro região de Nova Andradina (MS), sem se deparar com agressões sistemáticas ao Meio Ambiente e a natureza.
O Vale do Ivinhema Agora mostra hoje, apenas duas imagens que podem ser chamada de ataque ao Meio Ambiente. E por sua vez, a chegada das lavouras mecanizas tem contribuído ainda mais para a destruição daquilo que a natureza levou décadas para construir.
Córrego Esperança

Na imagem acima, a reportagem, constatou há poucos dias atrás, a agonia do Córrego Esperança, na altura da ponte na MS-134, no município de Batayporã (MS)
Um dos principais mananciais, próximo à zona urbana de Batayporã. O riacho que até pouco tempo atrás tinha suas águas límpidas agonizou por vários dias.
A plantação de um canavial, por parte de uma usina da região, muito próximo da barranca do córrego, desbarrancou após fortes chuvas.
O suficiente para deixar as águas do córrego esbranquiçadas, poluídas com terra argilosa. Pela mudança drástica da coloração da água, o córrego pode estar também em processo de assoreamento.
A reportagem não sabe informar se a usina, a indústria responsável pela degradação recebeu uma multa ou outro tipo de abordagem por parte das autoridades legais.
Mas o fato é que, até hoje o manancial luta com todas suas forças contra esse ataque do homem, em busca de plantar mais, colher mais, sem se preocupar com suas consequências.
Córrego do Baile
Quanto ao Córrego do Baile, na altura da ponte sobre a rodovia MS-473, sentido município de Taquarussu, quem passa pelo local tem a oportunidade de ver um cenário desolador.
Além das águas do córrego poluídas, da cor de enxurrada, em alguns trechos da calha do córrego a mata ciliar foi totalmente desmatada.
Por sua vez, a reportagem também não pode informar com segurança se algum órgão ambiental, ou as autoridades de direito saíram em defesa do rio.
Um importante manancial agredido pela ação do homem. Provocando mudanças bastante sérias e grave na natureza. Podendo impactar inclusive a fauna da região.
Ao longo dessa semana, o Vale do Ivinhema Agora, vai mostrar em todas as suas plataformas, algumas agressões sofridas pelo Meio Ambiente aqui na região, para que o internauta, o leitor seja informado de qual forma Meio Ambiente e o homem convivem. (Vale do Ivinhema Agora)

