Lobo-guará, sapo mão-vermelha-do-chaco e bugio aparecem como vulneráveis, entre outros animais criticamente em perigo
Mamíferos; anfíbios; invertebrados de água doce e até peixes continentais de Mato Grosso do Sul aparecem com potencial risco de extinção – Reprodução/ Pixabay/e Leandro Bareiro Guiñazú

Esses dados são compilados na pesquisa “Contas de ecossistemas: espécies ameaçadas de extinção no Brasil”, em listas elaboradas pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e Centro Nacional de Conservação da Flora do Jardim Botânico do Rio de Janeiro (CNCFlora/JBRJ).
Nessa lista de **espécies ameaçadas em MS aparecem: 21 espécies de aves; 21 mamíferos; 13 peixes continentais; além de répteis; invertebrados terrestres e de água doce e anfíbios classificados nas seguintes categorias.
- VU | Vulnerável
- EN | Em perigo
- CR | Criticamente em Perigo
**[critérios metodológicos preconizados pela International Union for Conservation of Nature (“União Internacional para a Conservação da Natureza”, da sigla em inglês IUCN)]
Conforme atualização divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil contabiliza mais de 50 mil espécies de plantas e outras 125.251 de animais em sua fauna.
Leonardo Bergamini foi responsável por coordenar a pesquisa, ele observa que o total de espécies avaliados é proporcionalmente pequeno ao total reconhecido e que, justamente os trabalhos de catalogação ajudam a trazer nortes para políticas públicas adequadas para proteger o meio ambiente.
Biomas de MS
Dos biomas que passam por Mato Grosso do Sul, apenas o Pantanal aparece como uma “despreocupação”, já que segue como aquele que tem o menor número de espécies ameaçadas.
Fora esses, o Cerrado já começa a demonstrar uma situação preocupante, já que concentra o segundo maior número (1.199) de espécies ameaçadas.
Acima dele, somente a Mata Atlântica, que segue registrando o maior número de espécies avaliadas (11.811), das quais 2.845 aparecem com o risco de entrar para lista de animais extintos.
“Isso deve-se a maior presença de ambientes antropizados, ou seja, onde houve ação humana, por conta do histórico de ocupação e urbanização, a partir do litoral, na formação do território brasileiro”, diz Bergamini.
Ainda na Mata Atlântica, o bioma também mantém-se como o maior no ranking de espécies extintas, saltando de sete para oito com a inclusão recente da Perereca-gladiadora-de-sino.
Entre os mamíferos, o tradicional macaco bugio; o lobo-guará; o jaguarundi, também chamado eirá ou gato-mourisco; o mico-leão-preto e até o veado-mão-curta aparecem na lista como vulneráveis.
No grupo de vulneráveis são listados o calango; o carismático sapo Mão-vermelha-do-chaco e até mesmo o tamanduá-bandeira.
Já entre os “criticamente em perigo” aparecem peixes continentais como a Piracanjuba; invertebrados como a borboleta-rabo-de-andorinha e aves, como o Aracuã. **(Com assessoria)

