Procedimento de retirada aconteceu nesta terça e transparente na manhã desta quarta
Por: Correio do Estado
Nesta terça-feira, 15, foi realizada a primeira captação de órgãos de 2022 na Santa Casa de Campo Grande.
Após autorização da família de uma senhora de 54 anos, vítima de Acidente Vascular Cerebral Hemorrágico (AVCH), foram repassados órgãos para garantir a sobrevivência de duas pessoas, um paciente de Campo Grande e outro do Rio Grande do Sul.
Depois de conferida a compatibilidade, o rim foi enviado para o Rio Grande do Sul e contou o apoio da Força Aérea Brasileira (FAB) no transporte.
O outro órgão foi transplantado em um paciente da própria Santa Casa na manhã desta quarta-feira.
Todo o processo de doação de órgãos começa a partir da confirmação da morte encefálica, quando o cérebro deixa de funcionar, isso depois de uma série de exames clínicos e de imagem que atestam a inatividade cerebral.
Segundo a supervisora de enfermagem da OPO Santa Casa, Paolla Buhler, o processo de doação, que sempre passou por momentos difíceis, foi prejudicado pela pandemia do coronavírus.
A supervisora afirma que vai reforçar as campanhas informativas, melhorar a comunicação para tirar as dúvidas e derrubar os principais mitos sobre a doação de órgãos. “autorizar a doação de órgãos e tecidos, em um momento de dor e tristeza pela morte de um familiar, proporciona o prolongamento da expectativa de vida das pessoas que necessitam de transplante”, disse Paolla.
OPO Santa Casa
Em 2021 a Organização de Procura de Órgãos da Santa Casa encerrou o ano com 122 diagnósticos de morte encefálica, sendo que, deste número, 63 famílias foram consultadas pelo fato dos pacientes serem potenciais doadores e apenas 31 autorizaram. Ao todo, foram captados 48 rins, 13 fígados e quatro corações.

