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Região Saúde

Saúde de MS confirma mais três mortes por dengue

Verão deste ano em MS já é mais letal que o passado


Por: Correio do Estado
A Secretaria de Estado de Saúde (SES) de Mato Grosso do Sul confirmou mais três mortes em decorrência da dengue. Os dados constam no boletim epidemiológico divulgado nesta quarta-feira (5). Assim, sobe para nove o número de óbitos em 2020.Uma idosa de 79 anos morreu em 31 de janeiro em Caarapó. Ela tinha diabetes e hipertensão. Na segunda-feira (3), a SES confirmou o óbito de outra idosa, de 74 anos, em Campo Grande, que tinha doença renal crônica e hipertensão. Um idoso de 72 anos, que tinha hipertensão, morreu em São Gabriel do Oeste.

O número de municípios com alta incidência da doença subiu 42,85% em uma semana. Essas 40 cidades já enfrentam uma epidemia da doença.

Alcinópolis teve 129 casos notificados e tem uma incidência de 2641,8. Em seguida, aparecem Pedro Gomes – 178 casos e índice de 2250,9 – e Caracol – 124 casos e incidência de 2175,8. Campo Grande está entre as cidades com média incidência, notificando 943 casos e tendo incidência de 150,8 casos para cada 100 mil habitantes. Apenas 19 municípios estão com baixa incidência.

Com isso, o Estado também já está enfrentando epidemia de dengue, com um total de 9.053 casos e índice de 349,9. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), uma doença é considerada epidêmica quando registra 300 casos para cada 100 mil habitantes.

VERÃO

Reportagem do Correio do Estado publicada na terça-feira (3), mostrou que em dois meses de verão, a quantidade de mortes por dengue em Mato Grosso do Sul mais que dobrou se comparado com o mesmo período de 2018/2019.

Entre dezembro de 2019 e janeiro de 2020, a SES confirmou oito mortes em decorrência da doença. Já em janeiro deste ano, foram registradas – segundo o novo boletim – sete mortes nas cidades de Campo Grande, Caarapó, Cassilândia, Corumbá, Nova Andradina, Pedro Gomes e Sete Quedas.

No ano de 2018, o Estado confirmou quatro mortes por dengue, todas elas no mês de dezembro, sendo três em Três Lagoas e uma em Brasilândia. Já em 2019, o primeiro óbito só foi confirmado em fevereiro. Em janeiro deste ano, foram notificados 6,1 mil casos da doença no Estado.

AÇÕES

Para evitar futuras epidemias, o governo do Estado e as prefeituras vem intensificando as ações de combate ao mosquito Aedes aegypti, que transmite além da dengue a febre chikungunya e o zika vírus. A SES emitiu nota técnica para orientar as autoridades municipais.

“A notificação dos casos de arboviroses é de grande importância, pois é através desta ação que os gestores de saúde do Estado e dos municípios ficarão cientes da ocorrência das doenças da população no seu território, o que permite o embasamento para a tomada de decisões coesas, e o subsídio epidemiológico para que o profissional da saúde possa fazer o encaminhamento correto”, diz o documento.

Os critérios de classificação de um paciente com dengue levam em conta se o local de residência ou do contágio é uma área de transmissão. Também deveé levando em consideração se o paciente apresenta sintomas como febre – entre dois e cinco dias – e dores de cabeça e pelo corpo.

Para os casos de chikungunya, os sintomas são febre acima de 38,5ºC e dores nas articulações. Já para o zika vírus, são febre baixa, manchas na pele, vermelhidão nos olhos, coceira e dor nas articulações.

Desde o ano passado, o Estado vem capacitando os profissionais da saúde e adquirindo equipamentos para diagnosticar mais rápido casos e óbitos, além de orientar equipes de hospitais públicos e privados e enviar inseticidas para combater o mosquito.

Na Capital, a prefeitura voltou a executar o serviço de borrifação Ultra Baixo Volume (UBV), conhecido como fumacê. Com base em uma programação, veículos da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) passam pelas ruas espalhando o inseticida entre o fim da tarde e à noite, período onde o Aedes aegypti é mais ativo.

Além disso, a Sesau vistoriou milhares de imóveis em busca de focos e executou ações para conscientizar a população. A prefeitura estuda ainda cobrar dos proprietários de imóveis os custos pela limpeza, como noticiou o Correio do Estado em janeiro.

Também neste mês a administração municipal começou a implantar o método Wolbachia, nome de uma bactéria presente em diversos insetos e que pesquisadores vão aplicar em mosquitos – posteriormente soltos  pela Capital. Quando essa bactéria é inserida – em laboratório – nos mosquitos, a capacidade de transmissão das doenças diminui – e também de outras cujo transmissor é o Aedes. A previsão é levar o método para todas as regiões da cidade até o fim de 2022, com efeitos possíveis de serem confirmados (redução dos casos) entre três e cinco anos.

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