A manifestação começou com discursos na concha acústica da Praça do Rádio Clube

Na véspera do Dia do Trabalhador, manifestantes marcham pela Avenida Afonso Pena em protesto pelo fim da escala 6×1. Segundo a organização, o ato reúne participantes de todos os municípios de Mato Grosso do Sul, entre representantes de movimentos sociais, sindicatos e entidades de classe.
A concentração começou com discursos na concha acústica da Praça do Rádio Clube. Às 16h30, a marcha saiu da Avenida Afonso Pena em direção à Rua 14 de Julho. Em seguida, caminharão pela Avenida Marechal Rondon até a Rua Treze de Maio, por onde seguem até a Barão do Rio Branco, no caminho de volta à Praça do Rádio.
Agentes da Agetran (Agência Municipal de Transporte e Trânsito) e policiais militares acompanham o deslocamento da manifestação. Os participantes do ato devem ocupar completamente as vias por onde passam e os cruzamentos serão fechados pelas forças de segurança, conforme o andamento da marcha.



Demandas
O ato reúne trabalhadores de diferentes categorias e profissões, além de aposentados. A principal pauta é o fim da escala de seis dias de trabalho e um de descanso. Nesta quarta-feira (29), a Câmara dos Deputados instalou o grupo de trabalho que debate a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) sobre o assunto.
“A jornada 6×1 sacrifica as trabalhadoras e os trabalhadores, em especial as mulheres. Nós queremos essa redução de jornada, sem redução salarial, para que possam ter uma melhor qualidade de vida, direito ao lazer, direito à cultura e direito ao descanso”, opina Deumeires Morais, presidente da Fetems (Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul), entidade que organiza o ato.

A Fetems também defende a realização de concurso público em Mato Grosso do Sul. “Não queremos mais que aumente o número de terceiras ações no serviço público”, diz Deumeires. “Também, uma das pautas é pelo fim do confisco do desconto de 14% no salário dos aposentados e das aposentadas”, conclui.
Além das pautas trabalhistas, a manifestação pede o fim da violência contra mulheres e a defesa da soberania e democracia no Brasil.
Professoras manifestantes
A maioria dos manifestantes são professores mobilizados pela Fetems. É o caso de Silvia Adriana, de 50 anos, que leciona na Reme (Rede Municipal de Ensino) de Campo Grande. “O que me trouxe aqui é a manifestação em prol da sociedade, das necessidades que nós temos, como o fim da escala 6×1”. Ela destaca a necessidade de pressionar deputados e senadores pelo avanço desta pauta no Congresso.
Também participa do ato a professora e artista Emy Santos, de 26 anos. Ela pede o fim da escala 6×1. “Como professora, a minha escala não é essa, mas, enquanto trabalhadora, isso me contamina e me aflige. É injusto que as pessoas trabalhem 6 dias na semana e descansem apenas um”, afirma.



