Vale do Ivinhema Agora
Economia Região

Procon se une a entidades nacionais para cobrar providências em relação à alta de preços da cesta básica 

Portal do Governo de Mato Grosso do Sul

 

Superintendência para Orientação e Defesa do Consumidor de Mato Grosso do Sul (Procon/MS), encaminhou oficio conjunto à Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) no sentido de manifestar a preocupação com o aumento dos preços dos gêneros de primeira necessidade em todo o País.

A iniciativa visa demonstrar que os valores praticados atualmente expõem de forma clara a vulnerabilidade dos consumidores durante a pandemia e, com isso, evidenciar a imediata necessidade de intervenção do poder público, especialmente dos Ministérios da Justiça, da Economia e da Agricultura, no sentido de conter os frequentes aumentos a que os alimentos que compõem a cesta básica estão expostos, prejudicando a saúde financeira dos consumidores.

O superintendente do Procon Estadual, Marcelo Salomão, entende que “ sem a elaboração de diretrizes governamentais não conseguiremos reverter o atual cenário econômico, principalmente por se registrar aumento na demanda por itens alimentícios”.

Sensível a essa situação, o Procon Estadual já notificou alguns supermercados e está desenvolvendo ação no sentido de notificar todos os “atacarejos” do Estado a demonstrarem, por meio de nota fiscal de aquisição, as razões para a prática dos atuais reajustes.  Há que se levar em consideração que se trata de uma “cadeia” no que se refere o abastecimento dos estabelecimentos. Nesse caso, estão envolvidos o produtor, o distribuidor e o comerciante, sendo o consumidor o mais prejudicado no fim das operações.

Em função de pedido de esclarecimentos, a Associação Sul-Mato-Grossense de Supermercados apresentou planilha ao Procon/MS, demonstrando a evolução dos preços de produtos agrícolas no mercado interno que, nos últimos 12 meses, chegou a 118,4%, como é o caso do arroz. A mesma planilha mostra que, nesse período, o dólar passou por variação de 36,3%.

Ao mesmo tempo verifica-se que o estímulo à venda dos nossos produtos ao exterior, principalmente devido a sensível valorização do dólar, tem provocado escassez dos produtos, ocasionando a majoração dos preços quando da venda ao consumidor.

Ao se manifestar a respeito da necessidade de tomada de posição, a Senacon salientou já ter feito articulação interministerial e marcado reunião urgente com objetivo de dialogar com todos os ministérios que cuidam do tema e, assim, compreender o que gerou tamanho salto nos preços dos produtos. Os ministérios da Agricultura e da Economia se comprometeram a enviar os dados e informações necessários, especialmente os relacionados ao comércio exterior.

Com base nessas informações, solicitadas em caráter de urgência, a Senacon avaliará as alternativas para garantir a competitividade nesse setor e, principalmente, para que não falte produtos da cesta básica para o consumidor brasileiro.

Para Filipe Vieira, presidente da PROCONSBRASIL “a questão não é apenas local e sim nacional e os órgãos de proteção e defesa dos consumidores já estão articulados para reverter tal cenário. ” Reitera que é importante que a população cobre de seus representantes na esfera legislativa, a adoção de medidas pertinentes para conter esses frequentes aumentos dos preços dos alimentos.

O ofício encaminhado à Senacon foi assinado também pela Comissão Especial de Direito do Consumido, da OAB nacional, Associação Nacional do Ministério Público do Consumidor (MPCON) e pelo Procon/MS, como integrante da Associação Brasileira de Procons (ProconsBrasil). O Procon estadual é órgão vinculado à Secretaria de Estado de Direitos Humanos, Assistência Social e Trabalho (Sedhast)

Waldemar Hozano, Procon/MS

Foto: Arquivo

Related posts

GB Madeiras/AABB e Nova Juventus A conquistam títulos da Copa Casa Verde

Anaurelino Ramos

Candidata de Nova Andradina coloca campanha na rua

Anaurelino Ramos

Agesul contrata projeto para asfaltar trechos de quatro serras na região norte de MS

Anaurelino Ramos

Deixe um Comentário